quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lupos, uma doença pouco falada e de difícil diagnóstico

O lupos é uma doença crônica, de natureza auto-imune e inflamatória,que atinge várias regiões do organismo humano, principalmente a epiderme, as juntas, o sistema sanuíneo e os rins.
Geralmente o sistema imunológico  fabrica proteínas conhecidas como anticorpos. Cabem a eles preservar o corpo físico de todo tipo de ataque externo, de vírus, bactérias, células que provocam o câncer e tantos outros elementos desconhecidos. Estes invasores, que desencadeiam a elaboração automática de anticorpos, são denominados antígenos.
A enfermidade auto-imune aparece quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue mais distinguir os elementos incomuns das suas próprias células, atingindo assim não só os inimigos, mas também seu ambiente corporal. São estas proteínas anormais, os auto-anticorpos, que, unidos aos fatores orgânicos, compõem os complexos imunológicos, gerando sérias lesões nos mais variados tecidos e mutações na circulação do sangue.
É uma doença de difícil diagnóstico pois suas manifestações clinicas podem aparecer em um unico órgão ou comprometer vários sistemas retardando assim sua suspeita.O diagnóstico é baseado em 11 parâmetros clínicos e laboratoriais, sendo que a presença de quatro deles já é suficiente para a conclusão do diagnóstico.

Veja as informações mais completas sobre a doença, diagnóstico e tratamento disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/65/lupus_eritematoso_sistemico.htm

O que é linfoma?

INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES

            Os linfomas são neoplasias hematológicas que formam um grupo amplo de entidades malignas que podem apresentar padrão histológico e comportamento clínico diferenciado, constituindo-se muitas vezes em um desafio para o clínico. Tais diferenças baseiam-se em diversidade de evolução e prognóstico, indo desde doenças que levam anos de sua instalação a seu diagnósticos (indolentes) até entidades malignas extremamente agressivas, que podem levar ao óbito em alguns dias se não forem tratadas adequadamente. Torna-se imperativo, portanto, que tais condições tenham seu diagnóstico feito prontamente. Sendo proliferações neoplásicas malignas de linfócitos, residem predominantemente em órgãos linfóides. A classificação dos linfomas os divide em dois grandes grupos:

         Linfoma de Hodgkin;
         Linfoma não-Hodgkin.

Os linfomas não-Hodgkin (LNH) são todos aqueles não caracterizados como linfomas de Hodgkin (LH), sendo, portanto, um grupo de mais de 30 doenças diferentes, com apresentações clínicas e prognósticos muito variados. Correspondem a mais de 70% dos linfomas.
Dada a grande variedade de apresentações clínicas e achados histopatológicos, sua classificação adequada continua sendo um grande desafio para hematologistas e patologistas. Durante as últimas décadas, diversos esquemas de classificação foram propostos, e à medida que novas técnicas foram sendo desenvolvidas (por exemplo, imunofenotipagem, citogenética, biologia molecular), os esquemas de classificação eram revistos, com descrição de novos e reclassificação de subtipos antigos.
            De todo modo, qualquer classificação de linfoma deve procurar definir não apenas o tipo histológico, mas também realizar correlação clínica e determinar o grau de agressividade dos diversos subtipos histológicos, haja visto que essa informação tem extrema importância no planejamento do tratamento e no prognóstico dos doentes. Tendo isto em mente, a classificação histológica mais utilizada hoje é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma atualização da antiga classificação REAL (do inglês Revised European American Classification of Lymphoid Neoplasms). No entanto, iremos nos guiar neste capítulo por uma classificação clínica dos LNH, em virtude sua maior praticidade e relevância na prática diária, de modo que possa se estabelecer com precisão o prognóstico do doente e iniciar as medidas terapêuticas apropriadas.

Artigo completo disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/99/linfomas_nao_hodgkin.htm   


Esse artigo trans informações bem complexas sobre o linfoma,suas formas de manifestações, sintomas, tratamentos e diagnóstico

Linfoma

O linfoma é um câncer no sistema linfático, composto por vasos e agregados de células responsáveis pela defesa do nosso organismo.
Linfoma: um câncer com grande chance de curaOs vasos linfáticos originam-se na periferia do corpo - debaixo das superfícies mucosas ou da pele - e correm rumo ao seu interior. Nesse caminho, unem-se uns aos outros, transformando-se em vasos progressivamente maiores que terminam em grandes veias na base do pescoço.
Ao longo do trajeto, existem estruturas denominadas nódulos linfáticos – mais conhecidos como gânglios linfáticos. Eles funcionam como filtros e é em seu interior que ocorrem respostas imunológicas para microrganismos como bactérias e vírus.
Os linfomas mais frequentes decorrem do aumento dos gânglios linfáticos e são classificados como Hodgkin – que possuem uma célula alterada com o nome de Reed-Steinberg – e não Hodgkin. De forma geral, podem ser indolentes (não agressivos), agressivos ou muito agressivos.

Causas

De acordo com o hematologista do Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak, não se conhecem as causas de todos os linfomas. “Alguns deles estão claramente ligados a problemas virais. Outros simplesmente acontecem e não conseguimos determinar uma causa”, afirma o médico.
“Já houve tentativas de se estabelecer produtos agrícolas como causas e até mesmo determinadas características genéticas, mas pouco foi de fato relacionado”, diz.

Sintomas e sinais

É comum o próprio paciente perceber o aumento desses gânglios na região do pescoço ou abaixo da mandíbula. Eles aumentam de tamanho e ficam endurecidos, embora sejam indolores, não apresentem vermelhidão e nem elevação da temperatura local.
O aumento de gânglios pode ocorrer também em outras regiões do corpo, como nas axilas, acima ou abaixo das clavículas, do lado interno dos braços na altura dos cotovelos ou na virilha.
Alguns pacientes relatam regressão dos sintomas de maneira espontânea ou resultante de tratamento com antibióticos ou medicação anti-inflamatória.
Tosse com ou sem expectoração, dores no tórax e dificuldade para respirar mediante esforço físico costumam ser verificados. Febre (geralmente inferior a 38oC), transpiração noturna e perda de peso inexplicável também podem acometer indivíduos com linfoma.
Algumas vezes, a transpiração mostra-se tão intensa que obriga o paciente a trocar o pijama ou até mesmo os lençóis durante a noite. Algumas pessoas apresentam ainda um quadro de coceira generalizada, intensa e extremamente desconfortável.

A cura

Os linfomas são doenças potencialmente curáveis, mesmo nas fases avançadas. “O tipo do linfoma determina se tem maior ou menor chance de cura. Os indolentes são pouco agressivos e podem conviver com o paciente por muitos anos, outros requerem tratamento imediato com quimioterapia ou radioterapia. Alguns poucos podem necessitar de transplante de medula óssea”, explica.

Tratamento

O tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente e depende do tipo da doença (Hodgkin ou não Hodgkin).
Os recursos terapêuticos disponíveis são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Os linfomas indolentes têm caráter crônico e o tratamento, quando necessário, visa apenas controlar a doença.
Para os casos mais agressivos, o transplante de medula óssea retirada do próprio corpo pode ser recomendado.
Essa modalidade de tratamento vem obtendo resultados interessantes em linfomas avançados e reincidentes. As chances de sucesso dependem de vários fatores, como idade do paciente, outros problemas médicos associados, número de tratamentos quimio ou radioterápicos previamente recebidos, além da sensibilidade da doença à quimioterapia administrada antes do transplante.
Além de poder ajudar em quadros de reincidência da doença, o transplante autólogo é uma alternativa interessante para pacientes cuja doença não melhora completamente após o tratamento inicial.




Disponivel em:http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/linfoma-tem-grande-chance-de-cura.aspx

Esse tipo de câncer é avassalador e geralmente se descobre já numa condição extrema da doença.
Passamos por essa situação com uma pessoa próxima, mas que, graças a Deus,superou parcialmente a doença e está bem.
É um tratamento com medicações caras, mas de grande eficiência. Vale a pena conhecer um pouco mais dessa doença, pois seus sintomas são bem comuns,as vezes passando despercebido o início da mesma.

Anemia Falciforme


 Na anemia falciforme, as células vermelhas do sangue (hemácias), que normalmente têm um formato discóide (A), assumem formas bizarras que lembram foices quando em baixas tensões de oxigênio, seja no laboratório ou em alguns órgãos do corpo, como o baço.

A Anemia Falciforme é uma doença hereditária e genética, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem sua forma arredondada e adquirem a forma de uma foice(daí o nome falciforme). Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.
O artigo da Revista Ciência Hoje ,Anemia Falciforme:uma doença molecular, fala das várias  descobertas sobre a doença, abrindo portas para o surgimento da medicina molecular e genética.Dentre os descobridores de que essa anemia é de herança genética,está o brasileiro Jessé Accioly, que plublicou um artigo sobre o assunto,falando das suas desconfianças, mas que por ter ficado apenas em hipóteses,não ganhou nome pelas suas suposições, pois para a ciência apenas hipóteses não não bastam.
Artigo disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/anemia-falciforme-uma-doenca-molecular/?searchterm=ANEMIA%20FALCIFORME 

Anemia Falciforme, como acontece

http://www.youtube.com/v/FBXcJN1ETa4?version=3&autohide=1&autohide=1&feature=share&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=Gz5ag6eYD4-gyBbpc_CC2w

Esse vídeo é uma animação que mostra de forma dinâmica como acontece a anemia falciforme, sua mutação no dna e seus sintomas.É bem interessante

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Parkinson - como acontece


O cérebro é o órgão que comanda todas as funções do nosso corpo. É ele que nos permite falar, andar, ouvir,sentir, enfim, controla nossas ações e sentimentos em geral. Ele, junto com a medula espinhal,formam o sistema nervoso do nosso corpo, composto por  milhões de células: os neurônios, que liberam substâncias químicas conhecidas  por neurotransmissores.
A falha nesse sistema causa algumas doenças como o mal de Parkinson e o Alzheimer,que são doenças neurodegenerativas e outras como o AVC.
O Mal de Parkinson atinge a população idosa, acima de 60 anos, mas com casos confirmados em pessoas mais jovens, entre 30 anos. É uma doença progressiva, causada pela morte celular dos neurônios produtores de dopamina.
Os sintomas incluem diminuição dos movimentos,cosntipação,dificuldade de deglutir,falta de expressão no rosto,mialgia,posição inclinada, tremores em repouso, dentre outros.




Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica  os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação  sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).


AVC - Uma falha no SNC





Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica  os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação  sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

Essa doença foi descrita por James Parkinson, médico inglês, em 1817 e a OMS estabeleceu o dia 11 de abril como dia mundial de conscientização sobre a doença e as necessidades daqueles que sofrem com a mesma.
O Mal de Parkinson é caracterizado pela associação de distúrbios motores: lentidão de movimentos,rigidez corporal,instabilidade de postura e tremor, sobretudo em repouso. A progressão é lenta,mas nas fases avançadas pode haver comprometimento intelectual.Atinge de 1 a 2 % da população acima de 60 anos e no Brasil as estatísticas sobem para 3% e atinge principalmente o sexo masculino.
A causa da doença ainda é desconhecida e independe de etnia., mas atualmente  há quatro principais hipóteses principais para o surgimento da doença: Ações de toxinas ambientais,substâncias que podem destruir neurônios da substância negra; Acúmulo de radicais livres,produzidos normalmente durante a metabolização de dopamina,mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios; Anormalidades nas mitocôndrias,estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres; Predisposição genética,que pode aumentar o risco de perda de neurônios.
A revista Ciências Hoje, no artigo A luta contra O Parkinson,apresenta alguns avanços nos estudos e tratamentos da enfermidade, mas que ainda não beneficia a todos por serem tratamentos caros.
Dentre as terapias usadas hoje estão a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar os movimentos do corpo. É um dispositivo parecido com o marca passo, requer implantação cirúrgica e acompanhamento por especialistas.O tratamento mostra resultados positivos na melhoria da qualidade de vida dos doentes, mas é um tratamento caro.
No Brasil estudos com esse dispositivo estão sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês. Para ampliar o conhecimento da doença, médicos brasileiros estão desenvolvendo uma pesquisa com um sensor em forma de caneta denominado de caneta biométrica BiSP - o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.


O artigo está disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/a-luta-contra-o-parkinson/?searchterm=doen%C3%A7a%20do%20sistema%20nervoso

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

transferência de embriões


fertilização in vitro


Fertilização in vitro – Bebê de Proveta – ICSI


Bebê de Proveta (Alta Complexidade)


Consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de fertilização assistida. Sugestão: Para se realizar essa técnica (ou programa), a mulher recebe alguns hormônios, da mesma forma que nas técnicas anteriores. Esses óvulos (ou ovocitos) crescem de pequenos cistos com líqüido, que são chamados FOLÍCULOS. São aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com espermatozóides permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. São desenvolvidos inicialmente em laboratório retornando, a seguir, ao útero para finalizar o crescimento do futuro bebê. INDICAÇÃO
. Mulheres com alterações peritoneais (Aderências em excesso);
. Obstrução nas trompas de Falópio;
. Infertilidade sem causa aparente (I.S.C.A.), Infertilidade Inexplicável;
. Fatores Imunológicos;
. Endometriose;
. Falha de tratamentos menos completos.
TÉCNICA
A técnica é relativamente simples e sua execução pode ser dividida em 6 fases:

FIV 1ª FASE – BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO




 Consiste no bloqueio inicial do funcionamento dos ovários com medicação adequada. Esta medicação é chamada de Agonista GnRH. Com essa técnica, garantimos com maior precisão o acompanhamento do desenvolvimento folicular (óvulos) bem como o dia da captação dos mesmos. Após essa fase inicial de bloqueio, são realizadas dosagens hormonais e exames ultra-sonográficos que comprovam o estado de “repouso” do sistema reprodutor. Este bloqueio pode também ser realizado numa fase mais tardia, ao redor do 7º/ 8º dia do ciclo, após já ter sido iniciada a estimulação dos ovários. Esta medicação é chamada de Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio vai depender de cada caso.


FIV 2ª FASE – ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS

Após o Bloqueio, passamos, a seguir, à Fase de Estimulação propriamente dita, quando medicamentos injetáveis são administrados, geralmente pela manhã. As dosagens são reguladas de acordo com as necessidades e pelo exames realizados sistematicamente durante esta fase (hormônios e ultra-som).
Num momento adequado, é administrado um medicamento específico para ocorrer a ovulação e realizamos a ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS ao redor de 35 horas após. As doses e os horários das medicações têm influência direta no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais mais comuns desses medicamentos são dores de cabeça, perda de apetite, dor abdominal e dor no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor local (compressas) podem aliviar esses sintomas.

FIV 3ª FASE – ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS




A paciente deverá comparecer ao Laboratório Especializado aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento (HCG)3. Em jejum, em horário pré-estabelecido e numa sala adequada, será dada uma medicação para relaxar e dormir alguns minutos. Com auxílio do ultra-som, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são colhidos e encaminhados para análise. Em +/- 60 minutos num quarto em repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (24 horas).AMOSTRA SEMINAL: Serão colhidas no dia da aspiração. Após a preparação adequada, a amostra será examinada e encaminhada para o processo de fertilização.


FIV 4ª FASE – FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZÓIDE




4ª Fase – Fertilização dos óvulos no laboratório, após a ASPIRAÇÃO, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de três maneiras
1) FIV clássica:
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos espermatozóides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.
2) ICSI
Quando a quantidade de espermatozóides for pequena, os óvulos fertilizados através da micromanipulação dos gametas injetando-se um espermatozóide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide.
3) ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection). É uma técnica que identifica com precisão os espermatozóides com maior capacidade de fertilização quando tiverem alterações no seu formato (morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do DNA). (www.ipgo.com.br/super-ICSI)
Em qualquer uma destas técnicas, após 18 hs da coleta dos óvulos, é confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES.
Clique aqui e veja os vídeos:
ICSI
IMSI

FIV 5ª FASE – TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO


 A paciente deverá comparecer ao laboratório especializado no horário pré-determinado e sem obrigatoriamente estar em jejum. Sem necessidade de anestesia, é introduzido um pequeno cateter pela vagina em direção ao colo do útero até atingir a cavidade uterina É um momento nobre e delicado. A transferência de embriões deve ser da maneira menos traumática possível. A passagem do cateter deve ser um movimento delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com este momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico. Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20minutos, retornando posteriormente para casa com atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações. Atualmente com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente ultrapassa a dois.

FIV 6ª FASE – SUPORTE HORMONAL

Após a transferência dos embriões, realizamos um controle rigoroso das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para um adequado desenvolvimento embrionário intra-uterino. Assim, ao redor do 5º dia após a aspiração (ou coleta) dos óvulos é realizado um exame de sangue para esta avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a transferência juntamente com o Teste de gravidez. Se houver necessidade, são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar eventuais deficiências.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson

Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo requer conhecimento específico. Estamos "envelhecendo", ou seja, a expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos que não têm tremor.
Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor
Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson" e, segundo, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor". Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.
Em relação ao tremor de uma maneira geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição, aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos. Assim, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson".
A outra questão, mais complexa e delicada, diz respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de Parkinson, ou seja, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor".
Sendo assim, é importante ficar atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico, a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real problema do paciente.

O que é a Fertilização In Vitro

A técnica consiste na coleta dos gametas para que a fecundação seja feita em laboratório e depois na transferência desses embriões de volta para o útero materno. O método foi usado pela primeira vez na Inglaterra em 1978 e foi trazido ao Brasil em 1983. Nessa época ele era conhecido como bebê de proveta.

Outros nomes

Bebê de proveta                                                                           

Como é feita a Fertilização In Vitro

O primeiro passo é fazer a coleta dos gametas. Os espermatozoides são obtidos por meio de masturbação. Alguns homens não apresentam gametas no sêmen, e nesses casos é preciso fazer uma punção ou biopsia para retirá-los diretamente dos testículos. Nas mulheres é feita uma indução de ovulação com os mesmos medicamentos usados no coito programado. Eles podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno) ou por injeções subcutâneas (gonadotrofinas) e normalmente são estimulados até 12 folículos para uma produção maior de óvulos para coleta. Mas em casos em que não há mais produção de gametas, como mulheres na menopausa e alguns homens que não sintetizam espermatozoides, é indicado o uso de gametas doados.

Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural. Existe um risco de que a fecundação não ocorra, mas é algo muito raro. Tudo depende da qualidade do material utilizado.

Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. A quantidade de embriões depende da idade da mulher: 2 para mulheres com menos de 35 anos, 3 para quem tem até 40 anos e 4 depois dessa idade. O processo é semelhante ao exame Papanicolau, é usado um bico de pato e depois um cateter bem fino é inserido na vagina da mulher. Um ultrassom orienta o médico sobre o local onde deve ser colocado o embrião, normalmente a 1 centímetro do fundo do útero. A sensação pode criar um ligeiro desconforto. Por fim, após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método. 

Duração do tratamento

Contando com a estimulação, a fecundação in vitro, a reimplantação dos gametas e o exame que detectará o sucesso ou não do procedimento, a Fertilização in Vitro costuma durar em torno de 25 dias. 

Para quem a Fertilização In Vitro é indicada

Normalmente a técnica é utilizada para casais em que a mulher tenha problemas nas trompas ou endometriose, o que pode dificultar a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Também pode ser feita em casos de problemas na produção de gametas no homem.

Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos. 

Preparação da Fertilização In Vitro

Toda mulher que deseja engravidar precisa de cuidados importantes para a saúde, como ter uma alimentação adequada, praticar atividades físicas, reduzir a ingestão de álcool, não fumar e fazer a suplementação de ácido fólico. Também é válido procurar verificar se há alguma doença que possa prejudicar a gravidez, como hipertensão ou diabetes. 

O que esperar da Fertilização In Vitro

Normalmente as chances de sucesso estão ligadas à idade do óvulo, já que eles existem na mulher desde a infância e também passam pelo processo de envelhecimento celular. Mulheres com menos de 35 anos tem 60% de chances. Entre 35 e 38 anos, as chances caem para 40%, e continuam a baixar para 30% até os 40 anos, passando para 8% depois. 

Riscos da Fertilização In Vitro

Como o embrião é fecundado fora do útero e depois transferido de volta, existe uma pequena chance de que ele se desenvolva fora do útero, a chamada gravidez ectópica, que pode colocar a vida da mulher em risco. Para reduzir as chances desse tipo de gestação, o embrião normalmente é colocado a 1 centímetro do fundo do útero.

Como mais de um embrião é transferido, há um risco de gravidez gemelar que varia de 25 a 30% em mulheres abaixo de 35 anos. Esse tipo de gestação é considerada de risco pois normalmente acarreta em parto prematuro, perigosos para a mãe e para o feto.

Por haver estimulação dos ovários, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Nela há uma maior produção do hormônio estradiol, que pode acarretar em trombose depois que a mulher engravida e aumentar o inchaço do corpo. 

Contraindicações da Fertilização In Vitro

O uso dos medicamentos para indução de ovulação é contraindicado para mulheres com em carcinoma ovariano, uterino ou mamário e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária. 

Onde encontrar o tratamento

Por ser um tratamento que envolve uma equipe multidisciplinar com ginecologista, urologista e embriologistas, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pela técnica e pesquisar sobre os locais de sua escolha.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O desenvolvimento do ser humano, desde a sua concepção até o nascimento, é repleto de transformações  que vão desde a fecundação,com a formação do embrião, ao do feto. Conhecer e aprender um pouco dessas transformações que acontecem no  ventre de nossas mães é importante para vermos quão fantástico é o corpo humano em seu interior.
Ao passo que conhecemos o que acontece com o nosso corpo,fica mais fácil lhe dar com as transformações que nele acontece, acompanhá-las, compreendê-las ou até mesmo evitá-las, como no caso de uma gravidez indesejada.




Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre

Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do embrião mas que não fazem parte do corpo desse embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantóide.
 
Vesícula vitelina
Durante a evolução do grupo dos animais, os primeiros vertebrados que surgiram foram os peixes, grupo que possui como único anexo embrionário a vesícula vitelina.
Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural, parte dos folhetos germinativos desenvolvem-se formando uma membrana que envolve toda a gema, constituindo (membrana + gema) o saco vitelínico um anexo embrionário, que permanece ligado ao intestino do embrião. À medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo e, consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É bem desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. Os mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos.

Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em vitelo, falta a vesícula vitelina típica. Nesses animais o vitelo encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não envoltas por membrana vitelina própria.
 
Âmnio e cório
O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação. Ao final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da cavidade amniótica foi absorvido pelo animal.
O cório ou serosa é uma membrana que envolve o embrião e todos os demais anexos embrionários. É o anexo embrionário mais externo ao corpo do embrião. Nos ovos de répteis e nos de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. Nesses animais, o cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de trocas gasosas entre o embrião e o meio externo.


Alantóide
A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A função da alantóide nos répteis e nas aves é: transferir para o embrião as proteínas presentes na clara, transferir parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o embrião, que utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar excreta nitrogenada. A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais é o ácido úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior do ovo sem contaminar o embrião.


OVOGÊNESE

Esquema do Ovário
 A ovogênese é a sequência de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. Este processo de maturação inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando-se até a menopausa." Embriologia clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.

ESPERMATOGÊNESE

Esquema do Testículo
"A espermatogênese é a sequência de eventos pelos quais as espermatogônias são transformadas em espermatozoídes maduros. Este processo de maturação inicia-se na puberdade (13 a 16 anos) e continua até a velhice." Embriologia Clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.