Doença de Parkinson
Essa doença foi descrita por James Parkinson, médico inglês, em 1817 e a OMS estabeleceu o dia 11 de abril como dia mundial de conscientização sobre a doença e as necessidades daqueles que sofrem com a mesma.
O Mal de Parkinson é caracterizado pela associação de distúrbios motores: lentidão de movimentos,rigidez corporal,instabilidade de postura e tremor, sobretudo em repouso. A progressão é lenta,mas nas fases avançadas pode haver comprometimento intelectual.Atinge de 1 a 2 % da população acima de 60 anos e no Brasil as estatísticas sobem para 3% e atinge principalmente o sexo masculino.
A causa da doença ainda é desconhecida e independe de etnia., mas atualmente há quatro principais hipóteses principais para o surgimento da doença: Ações de toxinas ambientais,substâncias que podem destruir neurônios da substância negra; Acúmulo de radicais livres,produzidos normalmente durante a metabolização de dopamina,mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios; Anormalidades nas mitocôndrias,estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres; Predisposição genética,que pode aumentar o risco de perda de neurônios.
A revista Ciências Hoje, no artigo A luta contra O Parkinson,apresenta alguns avanços nos estudos e tratamentos da enfermidade, mas que ainda não beneficia a todos por serem tratamentos caros.
Dentre as terapias usadas hoje estão a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar os movimentos do corpo. É um dispositivo parecido com o marca passo, requer implantação cirúrgica e acompanhamento por especialistas.O tratamento mostra resultados positivos na melhoria da qualidade de vida dos doentes, mas é um tratamento caro.
No Brasil estudos com esse dispositivo estão sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês. Para ampliar o conhecimento da doença, médicos brasileiros estão desenvolvendo uma pesquisa com um sensor em forma de caneta denominado de caneta biométrica BiSP - o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.
O artigo está disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/a-luta-contra-o-parkinson/?searchterm=doen%C3%A7a%20do%20sistema%20nervoso
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