quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lupos, uma doença pouco falada e de difícil diagnóstico

O lupos é uma doença crônica, de natureza auto-imune e inflamatória,que atinge várias regiões do organismo humano, principalmente a epiderme, as juntas, o sistema sanuíneo e os rins.
Geralmente o sistema imunológico  fabrica proteínas conhecidas como anticorpos. Cabem a eles preservar o corpo físico de todo tipo de ataque externo, de vírus, bactérias, células que provocam o câncer e tantos outros elementos desconhecidos. Estes invasores, que desencadeiam a elaboração automática de anticorpos, são denominados antígenos.
A enfermidade auto-imune aparece quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue mais distinguir os elementos incomuns das suas próprias células, atingindo assim não só os inimigos, mas também seu ambiente corporal. São estas proteínas anormais, os auto-anticorpos, que, unidos aos fatores orgânicos, compõem os complexos imunológicos, gerando sérias lesões nos mais variados tecidos e mutações na circulação do sangue.
É uma doença de difícil diagnóstico pois suas manifestações clinicas podem aparecer em um unico órgão ou comprometer vários sistemas retardando assim sua suspeita.O diagnóstico é baseado em 11 parâmetros clínicos e laboratoriais, sendo que a presença de quatro deles já é suficiente para a conclusão do diagnóstico.

Veja as informações mais completas sobre a doença, diagnóstico e tratamento disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/65/lupus_eritematoso_sistemico.htm

O que é linfoma?

INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES

            Os linfomas são neoplasias hematológicas que formam um grupo amplo de entidades malignas que podem apresentar padrão histológico e comportamento clínico diferenciado, constituindo-se muitas vezes em um desafio para o clínico. Tais diferenças baseiam-se em diversidade de evolução e prognóstico, indo desde doenças que levam anos de sua instalação a seu diagnósticos (indolentes) até entidades malignas extremamente agressivas, que podem levar ao óbito em alguns dias se não forem tratadas adequadamente. Torna-se imperativo, portanto, que tais condições tenham seu diagnóstico feito prontamente. Sendo proliferações neoplásicas malignas de linfócitos, residem predominantemente em órgãos linfóides. A classificação dos linfomas os divide em dois grandes grupos:

         Linfoma de Hodgkin;
         Linfoma não-Hodgkin.

Os linfomas não-Hodgkin (LNH) são todos aqueles não caracterizados como linfomas de Hodgkin (LH), sendo, portanto, um grupo de mais de 30 doenças diferentes, com apresentações clínicas e prognósticos muito variados. Correspondem a mais de 70% dos linfomas.
Dada a grande variedade de apresentações clínicas e achados histopatológicos, sua classificação adequada continua sendo um grande desafio para hematologistas e patologistas. Durante as últimas décadas, diversos esquemas de classificação foram propostos, e à medida que novas técnicas foram sendo desenvolvidas (por exemplo, imunofenotipagem, citogenética, biologia molecular), os esquemas de classificação eram revistos, com descrição de novos e reclassificação de subtipos antigos.
            De todo modo, qualquer classificação de linfoma deve procurar definir não apenas o tipo histológico, mas também realizar correlação clínica e determinar o grau de agressividade dos diversos subtipos histológicos, haja visto que essa informação tem extrema importância no planejamento do tratamento e no prognóstico dos doentes. Tendo isto em mente, a classificação histológica mais utilizada hoje é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma atualização da antiga classificação REAL (do inglês Revised European American Classification of Lymphoid Neoplasms). No entanto, iremos nos guiar neste capítulo por uma classificação clínica dos LNH, em virtude sua maior praticidade e relevância na prática diária, de modo que possa se estabelecer com precisão o prognóstico do doente e iniciar as medidas terapêuticas apropriadas.

Artigo completo disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/99/linfomas_nao_hodgkin.htm   


Esse artigo trans informações bem complexas sobre o linfoma,suas formas de manifestações, sintomas, tratamentos e diagnóstico

Linfoma

O linfoma é um câncer no sistema linfático, composto por vasos e agregados de células responsáveis pela defesa do nosso organismo.
Linfoma: um câncer com grande chance de curaOs vasos linfáticos originam-se na periferia do corpo - debaixo das superfícies mucosas ou da pele - e correm rumo ao seu interior. Nesse caminho, unem-se uns aos outros, transformando-se em vasos progressivamente maiores que terminam em grandes veias na base do pescoço.
Ao longo do trajeto, existem estruturas denominadas nódulos linfáticos – mais conhecidos como gânglios linfáticos. Eles funcionam como filtros e é em seu interior que ocorrem respostas imunológicas para microrganismos como bactérias e vírus.
Os linfomas mais frequentes decorrem do aumento dos gânglios linfáticos e são classificados como Hodgkin – que possuem uma célula alterada com o nome de Reed-Steinberg – e não Hodgkin. De forma geral, podem ser indolentes (não agressivos), agressivos ou muito agressivos.

Causas

De acordo com o hematologista do Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak, não se conhecem as causas de todos os linfomas. “Alguns deles estão claramente ligados a problemas virais. Outros simplesmente acontecem e não conseguimos determinar uma causa”, afirma o médico.
“Já houve tentativas de se estabelecer produtos agrícolas como causas e até mesmo determinadas características genéticas, mas pouco foi de fato relacionado”, diz.

Sintomas e sinais

É comum o próprio paciente perceber o aumento desses gânglios na região do pescoço ou abaixo da mandíbula. Eles aumentam de tamanho e ficam endurecidos, embora sejam indolores, não apresentem vermelhidão e nem elevação da temperatura local.
O aumento de gânglios pode ocorrer também em outras regiões do corpo, como nas axilas, acima ou abaixo das clavículas, do lado interno dos braços na altura dos cotovelos ou na virilha.
Alguns pacientes relatam regressão dos sintomas de maneira espontânea ou resultante de tratamento com antibióticos ou medicação anti-inflamatória.
Tosse com ou sem expectoração, dores no tórax e dificuldade para respirar mediante esforço físico costumam ser verificados. Febre (geralmente inferior a 38oC), transpiração noturna e perda de peso inexplicável também podem acometer indivíduos com linfoma.
Algumas vezes, a transpiração mostra-se tão intensa que obriga o paciente a trocar o pijama ou até mesmo os lençóis durante a noite. Algumas pessoas apresentam ainda um quadro de coceira generalizada, intensa e extremamente desconfortável.

A cura

Os linfomas são doenças potencialmente curáveis, mesmo nas fases avançadas. “O tipo do linfoma determina se tem maior ou menor chance de cura. Os indolentes são pouco agressivos e podem conviver com o paciente por muitos anos, outros requerem tratamento imediato com quimioterapia ou radioterapia. Alguns poucos podem necessitar de transplante de medula óssea”, explica.

Tratamento

O tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente e depende do tipo da doença (Hodgkin ou não Hodgkin).
Os recursos terapêuticos disponíveis são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Os linfomas indolentes têm caráter crônico e o tratamento, quando necessário, visa apenas controlar a doença.
Para os casos mais agressivos, o transplante de medula óssea retirada do próprio corpo pode ser recomendado.
Essa modalidade de tratamento vem obtendo resultados interessantes em linfomas avançados e reincidentes. As chances de sucesso dependem de vários fatores, como idade do paciente, outros problemas médicos associados, número de tratamentos quimio ou radioterápicos previamente recebidos, além da sensibilidade da doença à quimioterapia administrada antes do transplante.
Além de poder ajudar em quadros de reincidência da doença, o transplante autólogo é uma alternativa interessante para pacientes cuja doença não melhora completamente após o tratamento inicial.




Disponivel em:http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/linfoma-tem-grande-chance-de-cura.aspx

Esse tipo de câncer é avassalador e geralmente se descobre já numa condição extrema da doença.
Passamos por essa situação com uma pessoa próxima, mas que, graças a Deus,superou parcialmente a doença e está bem.
É um tratamento com medicações caras, mas de grande eficiência. Vale a pena conhecer um pouco mais dessa doença, pois seus sintomas são bem comuns,as vezes passando despercebido o início da mesma.

Anemia Falciforme


 Na anemia falciforme, as células vermelhas do sangue (hemácias), que normalmente têm um formato discóide (A), assumem formas bizarras que lembram foices quando em baixas tensões de oxigênio, seja no laboratório ou em alguns órgãos do corpo, como o baço.

A Anemia Falciforme é uma doença hereditária e genética, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem sua forma arredondada e adquirem a forma de uma foice(daí o nome falciforme). Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.
O artigo da Revista Ciência Hoje ,Anemia Falciforme:uma doença molecular, fala das várias  descobertas sobre a doença, abrindo portas para o surgimento da medicina molecular e genética.Dentre os descobridores de que essa anemia é de herança genética,está o brasileiro Jessé Accioly, que plublicou um artigo sobre o assunto,falando das suas desconfianças, mas que por ter ficado apenas em hipóteses,não ganhou nome pelas suas suposições, pois para a ciência apenas hipóteses não não bastam.
Artigo disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/anemia-falciforme-uma-doenca-molecular/?searchterm=ANEMIA%20FALCIFORME 

Anemia Falciforme, como acontece

http://www.youtube.com/v/FBXcJN1ETa4?version=3&autohide=1&autohide=1&feature=share&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=Gz5ag6eYD4-gyBbpc_CC2w

Esse vídeo é uma animação que mostra de forma dinâmica como acontece a anemia falciforme, sua mutação no dna e seus sintomas.É bem interessante

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Parkinson - como acontece


O cérebro é o órgão que comanda todas as funções do nosso corpo. É ele que nos permite falar, andar, ouvir,sentir, enfim, controla nossas ações e sentimentos em geral. Ele, junto com a medula espinhal,formam o sistema nervoso do nosso corpo, composto por  milhões de células: os neurônios, que liberam substâncias químicas conhecidas  por neurotransmissores.
A falha nesse sistema causa algumas doenças como o mal de Parkinson e o Alzheimer,que são doenças neurodegenerativas e outras como o AVC.
O Mal de Parkinson atinge a população idosa, acima de 60 anos, mas com casos confirmados em pessoas mais jovens, entre 30 anos. É uma doença progressiva, causada pela morte celular dos neurônios produtores de dopamina.
Os sintomas incluem diminuição dos movimentos,cosntipação,dificuldade de deglutir,falta de expressão no rosto,mialgia,posição inclinada, tremores em repouso, dentre outros.




Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica  os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação  sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).


AVC - Uma falha no SNC





Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica  os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação  sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

Essa doença foi descrita por James Parkinson, médico inglês, em 1817 e a OMS estabeleceu o dia 11 de abril como dia mundial de conscientização sobre a doença e as necessidades daqueles que sofrem com a mesma.
O Mal de Parkinson é caracterizado pela associação de distúrbios motores: lentidão de movimentos,rigidez corporal,instabilidade de postura e tremor, sobretudo em repouso. A progressão é lenta,mas nas fases avançadas pode haver comprometimento intelectual.Atinge de 1 a 2 % da população acima de 60 anos e no Brasil as estatísticas sobem para 3% e atinge principalmente o sexo masculino.
A causa da doença ainda é desconhecida e independe de etnia., mas atualmente  há quatro principais hipóteses principais para o surgimento da doença: Ações de toxinas ambientais,substâncias que podem destruir neurônios da substância negra; Acúmulo de radicais livres,produzidos normalmente durante a metabolização de dopamina,mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios; Anormalidades nas mitocôndrias,estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres; Predisposição genética,que pode aumentar o risco de perda de neurônios.
A revista Ciências Hoje, no artigo A luta contra O Parkinson,apresenta alguns avanços nos estudos e tratamentos da enfermidade, mas que ainda não beneficia a todos por serem tratamentos caros.
Dentre as terapias usadas hoje estão a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar os movimentos do corpo. É um dispositivo parecido com o marca passo, requer implantação cirúrgica e acompanhamento por especialistas.O tratamento mostra resultados positivos na melhoria da qualidade de vida dos doentes, mas é um tratamento caro.
No Brasil estudos com esse dispositivo estão sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês. Para ampliar o conhecimento da doença, médicos brasileiros estão desenvolvendo uma pesquisa com um sensor em forma de caneta denominado de caneta biométrica BiSP - o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.


O artigo está disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/a-luta-contra-o-parkinson/?searchterm=doen%C3%A7a%20do%20sistema%20nervoso

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

transferência de embriões


fertilização in vitro


Fertilização in vitro – Bebê de Proveta – ICSI


Bebê de Proveta (Alta Complexidade)


Consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de fertilização assistida. Sugestão: Para se realizar essa técnica (ou programa), a mulher recebe alguns hormônios, da mesma forma que nas técnicas anteriores. Esses óvulos (ou ovocitos) crescem de pequenos cistos com líqüido, que são chamados FOLÍCULOS. São aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com espermatozóides permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. São desenvolvidos inicialmente em laboratório retornando, a seguir, ao útero para finalizar o crescimento do futuro bebê. INDICAÇÃO
. Mulheres com alterações peritoneais (Aderências em excesso);
. Obstrução nas trompas de Falópio;
. Infertilidade sem causa aparente (I.S.C.A.), Infertilidade Inexplicável;
. Fatores Imunológicos;
. Endometriose;
. Falha de tratamentos menos completos.
TÉCNICA
A técnica é relativamente simples e sua execução pode ser dividida em 6 fases:

FIV 1ª FASE – BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO




 Consiste no bloqueio inicial do funcionamento dos ovários com medicação adequada. Esta medicação é chamada de Agonista GnRH. Com essa técnica, garantimos com maior precisão o acompanhamento do desenvolvimento folicular (óvulos) bem como o dia da captação dos mesmos. Após essa fase inicial de bloqueio, são realizadas dosagens hormonais e exames ultra-sonográficos que comprovam o estado de “repouso” do sistema reprodutor. Este bloqueio pode também ser realizado numa fase mais tardia, ao redor do 7º/ 8º dia do ciclo, após já ter sido iniciada a estimulação dos ovários. Esta medicação é chamada de Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio vai depender de cada caso.


FIV 2ª FASE – ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS

Após o Bloqueio, passamos, a seguir, à Fase de Estimulação propriamente dita, quando medicamentos injetáveis são administrados, geralmente pela manhã. As dosagens são reguladas de acordo com as necessidades e pelo exames realizados sistematicamente durante esta fase (hormônios e ultra-som).
Num momento adequado, é administrado um medicamento específico para ocorrer a ovulação e realizamos a ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS ao redor de 35 horas após. As doses e os horários das medicações têm influência direta no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais mais comuns desses medicamentos são dores de cabeça, perda de apetite, dor abdominal e dor no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor local (compressas) podem aliviar esses sintomas.

FIV 3ª FASE – ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS




A paciente deverá comparecer ao Laboratório Especializado aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento (HCG)3. Em jejum, em horário pré-estabelecido e numa sala adequada, será dada uma medicação para relaxar e dormir alguns minutos. Com auxílio do ultra-som, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são colhidos e encaminhados para análise. Em +/- 60 minutos num quarto em repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (24 horas).AMOSTRA SEMINAL: Serão colhidas no dia da aspiração. Após a preparação adequada, a amostra será examinada e encaminhada para o processo de fertilização.


FIV 4ª FASE – FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZÓIDE




4ª Fase – Fertilização dos óvulos no laboratório, após a ASPIRAÇÃO, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de três maneiras
1) FIV clássica:
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos espermatozóides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.
2) ICSI
Quando a quantidade de espermatozóides for pequena, os óvulos fertilizados através da micromanipulação dos gametas injetando-se um espermatozóide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide.
3) ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection). É uma técnica que identifica com precisão os espermatozóides com maior capacidade de fertilização quando tiverem alterações no seu formato (morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do DNA). (www.ipgo.com.br/super-ICSI)
Em qualquer uma destas técnicas, após 18 hs da coleta dos óvulos, é confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES.
Clique aqui e veja os vídeos:
ICSI
IMSI

FIV 5ª FASE – TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO


 A paciente deverá comparecer ao laboratório especializado no horário pré-determinado e sem obrigatoriamente estar em jejum. Sem necessidade de anestesia, é introduzido um pequeno cateter pela vagina em direção ao colo do útero até atingir a cavidade uterina É um momento nobre e delicado. A transferência de embriões deve ser da maneira menos traumática possível. A passagem do cateter deve ser um movimento delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com este momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico. Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20minutos, retornando posteriormente para casa com atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações. Atualmente com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente ultrapassa a dois.

FIV 6ª FASE – SUPORTE HORMONAL

Após a transferência dos embriões, realizamos um controle rigoroso das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para um adequado desenvolvimento embrionário intra-uterino. Assim, ao redor do 5º dia após a aspiração (ou coleta) dos óvulos é realizado um exame de sangue para esta avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a transferência juntamente com o Teste de gravidez. Se houver necessidade, são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar eventuais deficiências.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson

Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo requer conhecimento específico. Estamos "envelhecendo", ou seja, a expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos que não têm tremor.
Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor
Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson" e, segundo, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor". Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.
Em relação ao tremor de uma maneira geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição, aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos. Assim, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson".
A outra questão, mais complexa e delicada, diz respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de Parkinson, ou seja, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor".
Sendo assim, é importante ficar atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico, a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real problema do paciente.

O que é a Fertilização In Vitro

A técnica consiste na coleta dos gametas para que a fecundação seja feita em laboratório e depois na transferência desses embriões de volta para o útero materno. O método foi usado pela primeira vez na Inglaterra em 1978 e foi trazido ao Brasil em 1983. Nessa época ele era conhecido como bebê de proveta.

Outros nomes

Bebê de proveta                                                                           

Como é feita a Fertilização In Vitro

O primeiro passo é fazer a coleta dos gametas. Os espermatozoides são obtidos por meio de masturbação. Alguns homens não apresentam gametas no sêmen, e nesses casos é preciso fazer uma punção ou biopsia para retirá-los diretamente dos testículos. Nas mulheres é feita uma indução de ovulação com os mesmos medicamentos usados no coito programado. Eles podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno) ou por injeções subcutâneas (gonadotrofinas) e normalmente são estimulados até 12 folículos para uma produção maior de óvulos para coleta. Mas em casos em que não há mais produção de gametas, como mulheres na menopausa e alguns homens que não sintetizam espermatozoides, é indicado o uso de gametas doados.

Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural. Existe um risco de que a fecundação não ocorra, mas é algo muito raro. Tudo depende da qualidade do material utilizado.

Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. A quantidade de embriões depende da idade da mulher: 2 para mulheres com menos de 35 anos, 3 para quem tem até 40 anos e 4 depois dessa idade. O processo é semelhante ao exame Papanicolau, é usado um bico de pato e depois um cateter bem fino é inserido na vagina da mulher. Um ultrassom orienta o médico sobre o local onde deve ser colocado o embrião, normalmente a 1 centímetro do fundo do útero. A sensação pode criar um ligeiro desconforto. Por fim, após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método. 

Duração do tratamento

Contando com a estimulação, a fecundação in vitro, a reimplantação dos gametas e o exame que detectará o sucesso ou não do procedimento, a Fertilização in Vitro costuma durar em torno de 25 dias. 

Para quem a Fertilização In Vitro é indicada

Normalmente a técnica é utilizada para casais em que a mulher tenha problemas nas trompas ou endometriose, o que pode dificultar a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Também pode ser feita em casos de problemas na produção de gametas no homem.

Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos. 

Preparação da Fertilização In Vitro

Toda mulher que deseja engravidar precisa de cuidados importantes para a saúde, como ter uma alimentação adequada, praticar atividades físicas, reduzir a ingestão de álcool, não fumar e fazer a suplementação de ácido fólico. Também é válido procurar verificar se há alguma doença que possa prejudicar a gravidez, como hipertensão ou diabetes. 

O que esperar da Fertilização In Vitro

Normalmente as chances de sucesso estão ligadas à idade do óvulo, já que eles existem na mulher desde a infância e também passam pelo processo de envelhecimento celular. Mulheres com menos de 35 anos tem 60% de chances. Entre 35 e 38 anos, as chances caem para 40%, e continuam a baixar para 30% até os 40 anos, passando para 8% depois. 

Riscos da Fertilização In Vitro

Como o embrião é fecundado fora do útero e depois transferido de volta, existe uma pequena chance de que ele se desenvolva fora do útero, a chamada gravidez ectópica, que pode colocar a vida da mulher em risco. Para reduzir as chances desse tipo de gestação, o embrião normalmente é colocado a 1 centímetro do fundo do útero.

Como mais de um embrião é transferido, há um risco de gravidez gemelar que varia de 25 a 30% em mulheres abaixo de 35 anos. Esse tipo de gestação é considerada de risco pois normalmente acarreta em parto prematuro, perigosos para a mãe e para o feto.

Por haver estimulação dos ovários, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Nela há uma maior produção do hormônio estradiol, que pode acarretar em trombose depois que a mulher engravida e aumentar o inchaço do corpo. 

Contraindicações da Fertilização In Vitro

O uso dos medicamentos para indução de ovulação é contraindicado para mulheres com em carcinoma ovariano, uterino ou mamário e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária. 

Onde encontrar o tratamento

Por ser um tratamento que envolve uma equipe multidisciplinar com ginecologista, urologista e embriologistas, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pela técnica e pesquisar sobre os locais de sua escolha.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O desenvolvimento do ser humano, desde a sua concepção até o nascimento, é repleto de transformações  que vão desde a fecundação,com a formação do embrião, ao do feto. Conhecer e aprender um pouco dessas transformações que acontecem no  ventre de nossas mães é importante para vermos quão fantástico é o corpo humano em seu interior.
Ao passo que conhecemos o que acontece com o nosso corpo,fica mais fácil lhe dar com as transformações que nele acontece, acompanhá-las, compreendê-las ou até mesmo evitá-las, como no caso de uma gravidez indesejada.




Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre

Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do embrião mas que não fazem parte do corpo desse embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantóide.
 
Vesícula vitelina
Durante a evolução do grupo dos animais, os primeiros vertebrados que surgiram foram os peixes, grupo que possui como único anexo embrionário a vesícula vitelina.
Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural, parte dos folhetos germinativos desenvolvem-se formando uma membrana que envolve toda a gema, constituindo (membrana + gema) o saco vitelínico um anexo embrionário, que permanece ligado ao intestino do embrião. À medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo e, consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É bem desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. Os mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos.

Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em vitelo, falta a vesícula vitelina típica. Nesses animais o vitelo encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não envoltas por membrana vitelina própria.
 
Âmnio e cório
O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação. Ao final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da cavidade amniótica foi absorvido pelo animal.
O cório ou serosa é uma membrana que envolve o embrião e todos os demais anexos embrionários. É o anexo embrionário mais externo ao corpo do embrião. Nos ovos de répteis e nos de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. Nesses animais, o cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de trocas gasosas entre o embrião e o meio externo.


Alantóide
A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A função da alantóide nos répteis e nas aves é: transferir para o embrião as proteínas presentes na clara, transferir parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o embrião, que utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar excreta nitrogenada. A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais é o ácido úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior do ovo sem contaminar o embrião.


OVOGÊNESE

Esquema do Ovário
 A ovogênese é a sequência de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. Este processo de maturação inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando-se até a menopausa." Embriologia clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.

ESPERMATOGÊNESE

Esquema do Testículo
"A espermatogênese é a sequência de eventos pelos quais as espermatogônias são transformadas em espermatozoídes maduros. Este processo de maturação inicia-se na puberdade (13 a 16 anos) e continua até a velhice." Embriologia Clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Diabetes: aprenda a aplicar insulina

INSULINA

INSULINA, O QUE É? O QUE FAZ?

Devido à abrangência do tratamento de diabetes no mundo atual, a palavra insulina já é conhecida por um grande número de pessoas. Para muitas delas, a insulina é apenas uma substância produzida pelo organismo humano e que, tendo sua produção comprometida, ocasiona a diabetes. No entanto, a insulina é muito mais que isso. Ela é um importante regulador metabólico do organismo, apresentando um amplo espectro de ações.

Inicialmente, vamos falar a respeito dos aspectos moleculares referentes à insulina. A insulina é um peptídeo, formado por apenas 51 aminoácidos organizados em duas cadeias polipeptídicas ligadas por pontes dissulfeto. É uma proteína muito pequena, se comparada a outras de importância metabólica equivalente. Ela é secretada pelas células β das ilhotas de Langerhans do pâncreas. A estrutura molecular da insulina pode ser verificada pela ilustração abaixo:



A insulina é, de fato, um hormônio, já que atinge a corrente sanguínea, alterando estados metabólicos de muitas células do organismo. Os principais efeitos da insulina são: aumentar a tomada de glicose pelos tecidos periféricos, como músculos e tecido adiposo, e interromper a biossíntese de glicose pelos hepatócitos (gliconeogênese). Desse modo, o quadro fisiológico clássico do diabético é a hipergricemia (alta concentração de glicose do sangue), já que a insulina, em termos gerais, retira a glicose do sangue.
Vários efeitos fisiológicos da insulina são de cunho anabólico. Dentre eles, os mais importantes são:
· Aumento da síntese de glicogênio hepático e muscular: essa é a forma de armazenamento de glicose no organismo – o glicogênio é degradado em glicose em momentos de hipoglicemia (ou em situações de baixa quantidade de glicose no sangue);
· Aumento da síntese de triglicerídeos: a insulina aumenta a entrada de lipídeos na célula, levando à biossíntese de triglicerídeos através da esterificação de ácidos graxos;
· Diminuição da degradação de proteínas: estudos revelam que níveis plasmáticos elevados de insulina levam à menor excreção de compostos nitrogenados, o que indica que, nestes casos, a degradação protéica é menor;
· Diminuição da lipólise: a degradação de lipídeos é menor;
· Aumento da absorção de aminoácidos no sangue pelas células;
· Aumento da tomada de potássio sanguíneo pelas células.

Há alguns anos, havia o conceito tradicional de que o cérebro era insensível à insulina. No entanto, evidências recentes contradizem essa teoria. Descobriu-se que a insulina age no sistema nervoso central, sinalizando saciedade e diminuindo o apetite. Desse modo, é evidente que a insulina desempenha um papel decisivo no metabolismo da glicose e na regulação do balanço energético do organismo. Os níveis de insulina na corrente sanguínea sofrem contínuas variações, exercendo efeitos fisiológicos muito sensíveis no organismo. Verifica-se, então, a gravidade de distúrbios resultantes do descontrole desses níveis, como a própria diabetes.

domingo, 16 de junho de 2013

metabolismo

Metabolismo
Um dos processos metabólicos do organismo é a conversão de alimentos em energia e calor dentro do corpo. Os alimentos são constituídos de três nutrientes principais (coloque a seta sobre uma imagem para visualizar o produto de digestão):
                                                                        
Podemos retirar energia de qualquer uma das três categorias, mas a glicose é especialmente importantes porque é rapidamente convertida em energia quando necessário.
No período após a ingestão de alimentos (estado alimentado), devido à grande quantidade de nutrientes no sangue, há predomínio de processos de armazenamento de nutrientes sobre os de quebra. Quando os níveis de glicose no sangue aumentam, a insulina é secretada.
A função mais conhecida da insulina é a regulação da quantidade de glicose no sangue (glicemia). A insulina atua como uma chave, abrindo portas nas paredes das células musculares e do tecido adiposo, permitindo que o açúcar do sangue entre nas células para produzir energia e faz com que os níveis de açúcar no sangue voltem ao normal. No tecido adiposo, a insulina facilita a conversão de glicose em ácidos graxos (lipogênese) e inibe a quebra de lipídeos (lipólise). No fígado, a insulina ajuda na conversão de glicose em glicogênio (molécula composta por várias glicoses que quando necessário é quebrada para a liberação da glicose), além de diminuir a formação de glicose a partir de outras fontes como os aminoácidos (moléculas que compõem as proteínas). A ação da insulina é contrabalançada por outros hormônios, tais como o glucagon.
No estado de jejum, todos os nutrientes foram armazenados ou utilizados. Há tendência à queda da glicemia, o mesmo ocorrendo com a secreção de insulina. O resultado é a redução da síntese de gordura, com aumento da lipólise no tecido adiposo e da oxidação (para a liberação de energia) de ácidos graxos, principalmente nos músculos e no fígado. Os níveis de glucagon no sangue aumentam, resultando em quebra do glicogênio para liberação de glicose no sangue e a formação de glicose que ocorrem principalmente no fígado.
No Diabetes Mellitus, a falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente suas ações faz com que ocorram várias alterações no metabolismo do corpo. Entre as mais importantes estão:
  • Aumento da glicemia: devido a falta da insulina (chave), o açúcar não consegue chegar aos músculos e ao tecido adiposo, aumentando sua concentração no sangue.
                                 
  • Presença de açúcar na urina: A urina forma-se nos rins quando o sangue é filtrado. Sem insulina, a quantidade de açúcar na corrente sanguínea atinge níveis muito altos. Quando isto acontece, algum açúcar extravasa para a urina através dos rins. O açúcar que passa para a urina leva consigo uma grande quantidade de água.
  • Presença de corpos cetônicos na urina: No diabetes tipo 1, como o organismo não pode utilizar o açúcar para produzir energia de maneira satisfatória, ele vai tentar usar gorduras acumuladas como combustível. Quando o fígado queima gorduras muito rapidamente, produz resíduos tóxicos chamados corpos cetônicos, que são perigosos porque tornam o sangue ácido. Quando os corpos cetônicos atingem os rins, alguns passam para a urina juntamente com o açúcar.
Fonte:

insulina e caridratos

Ação da Insulina no metabolismo das gorduras


A insulina é reconhecida como o hormônio da “fartura” . O aumento da concentração sanguínea de glicose estimula, de forma rápida, e é fator primordial para que ocorra a secreção de insulina pelo pâncreas.

A insulina é um hormônio que promove a entrada de glicose nas células e que também atua no metabolismo das gorduras e proteínas. Só para esclarecer, a glicose é o produto final da degradação dos carboidratos, que ocorre durante o processo de digestão.


Quando a concentração dos nutrientes excede a demanda (necessidadade) do corpo, a insulina assegura que os nutrientes em excesso sejam armazenados como glicogênio, no fígado, como proteína, nos músculos, e como gordura, no tecido adiposo.



Ela é responsável pelo aumento da deposição de gordura nos adipócitos, que são as células que formam o tecido adiposo e tem uma alta capacidade de armazenar gordura. 


Sua ação encontra-se também na diminuição da lipólise, que é a mobilização e queima das gorduras para produção de energia.

Muitas pessoas procuram ingerir baixas quantidades de carboidratos, ou ainda, se preocupam em ingerir carboidratos de menor índice glicêmico, na tentativa de diminuir a secreção de insulina, promovendo assim, um menor acúmulo de gordura.

Mas, tenha em mente que a insulina não faz com você engordar. Comer em excesso e exercitar-se pouco, SIM. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

OS AMINOACIDOS E DUAS FUNÇÕES NO ORGANISMO

Os aminoácidos e suas funções no organismo!

Os Aminoácidos:
São as unidades fundamentais das PROTEÍNAS.

Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em seqüência de apenas 20 aminoácidos.

Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.


ÁCIDO ASPÁRTICO:
Ajuda na eliminação da amônia no organismo e a proteger o sistema nervoso central.


ÁCIDO GLUTÂMICO:
Acredita-se que aproximadamente a metade da composição de aminoácidos do cérebro é composta por ela.

O "combustível do cérebro".

Acredita-se também que o funcionamento normal do cérebro dependa do Ácido glutâmico por ser ele uma substância necessária para a saúde do sistema nervoso.


ALANINA:
A Alanina ajuda o corpo a utilizar o ácido pantotênico.


ALBUMINA:
Geralmente proveniente da clara do ovo;

Proteína de alto valor biológico, devido a sua alta digestibilidade e por conter todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais, a albumina é reconhecida como a mais rica proteína animal, sendo fundamental para o crescimento e regeneração muscular.

Tomar depois dos treinos ou antes de dormir.


ARGININA:
A arginina é vital para o funcionamento normal da glândula pituitária.

Tomada antes de dormir, ela aumenta a produção do hormônio de crescimento.

Ela ajuda na desintoxicação de resíduos venenosos e substancias tóxicas.

Também ajuda na recuperação de ferimentos.

Uma alta porcentagem do colágeno ( a "cola" do organismo) é constituída de argenina.

É ideal quando combinada com Oritina.


BCCA:
Em cápsulas e comprimidos, trata-se de um complexo de três aminoácidos, tijolos que formam as proteínas, matéria-prima dos músculos.

São eles: leucina, isoleucina e valina. Apesar de essências na construção da massa muscular, esses aminoácidos não são produzidos pelo corpo.

Devem ser tomados antes e depois de uma atividade muscular intensa.


CAFEÍNA:
Estimula o batimento cardíaco resultando numa aceleração da freqüência de respiração e aumento do metabolismo basal.

É um poderoso estimulante, resultando num desgaste menor mais resistência durante os treinos.

Em excesso causa insônia, inquietação ou batimento cardíaco exagerado.


L - CARNITINA:
Em cápsulas e líquido.

Funciona como um emagrecedor.

Ajuda a varrer gordura para o interior da célula para que ela seja utilizada na produção de energia.

Deve ser tomada antes de exercícios aeróbicos, como corrida ou bicicleta.

Melhores resultados quando combinada com creatina.


CISTEÍNA:
A cisteína é a principal fonte de enxofre na dieta. Juntamente com outras substâncias, a cisteína ajuda na desintoxicação do corpo, aumenta a eficiência do processo de recuperação e a resistência a doenças.

É importante também para o crescimento dos cabelos, unhas e recuperação da pele.


CREATINA:
Em cápsulas e pó.

À base de monoidrato de creatina, aminoácido que produz ATP, substância que serve de matéria-prima para a produção da energia muscular.

Esse suplemento garante uma melhor resposta dos músculos durante os exercícios.

Deve ser tomada duas colheres pequenas antes e depois do treino, ela e melhor aproveitada se tomada com carboidratos ou se preferir carnitina.


FENILALANINA:
É um aminoácido essencial que é obtido através da alimentação ou em forma de suplementos, uma vez que não é produzida pelo corpo.

É necessária à tireóde e aos vasos samqüinios.

Pesquisas revelam que tem efeitos antidepressivos devido a seu papel na formação de neurotransmissores, que positivamente contribuem para o bom humor, disposição e atenção.



GLICINA:
Embora seja o aminoácido mais simples, a glicina mostrou ser necessária para o funcionamento normal do sistema nervoso, da pele e dos tecidos musculares.


GLUCURONOLACTONA:
Trata-se de um hidrato de carbono.

Existem poucas informações com relação a sua atividade fisiológica.

Age como desintoxicante e auxilia a extração de produtos do metabolismo através da urina, um aumento da excreção não se registra com administração de glucuronolactona em forma de bebida.

A tese é que esta substância auxilia ou intensifica a eliminação de substâncias originais durante esforços físicos prolongados e intensos.


HMB: Em cápsulas.
Composto de betahydroxo e beta-methylbutyrate, substância que ajudam a quebrar os aminoácidos para que eles sejam aproveitados pelo organismo.

Deve ser tomado três vezes ao dia. (Trata-se de uma substância que é sintetizada pelo corpo humano es e encontra no tecido muscular sob forma de mioinosita.

O corpo pode aproveitar somente a insosita de síntese própria.

Uma fonte externa dessa substância não produz efeito algum.

Inosita s forma nos intestinos estando ácido pantotênico e ácido-p-aminobenzóico.

Inosita é muito encontrado em plantas.


ISOLEUCINA:
Um dos oitos aminoácidos essenciais, a isoleucina é fornecida por uma dieta equilibrada e por suplementos, uma vez que o organismo não consegue produzi-la.


LEUCINA:
O outro aminoácido essencial que não é fabricado pelo corpo,a leucina é formada pelos alimentos ou por complementos.

A literatura especializada indica que ela pode ser útil para pessoas que queiram ganhar ou perder peso.


LISINA:
Este aminoácido essencial é necessário na formação de anticorpos, na produção de hormônio e enzimas e na recuperação de tecidos.

A lisina não é produzida pelo organismo, é obtida através da alimentação e de complementos.


METIONINA:
Acredita-se que este aminoácido essencial ajuda na limpeza do fígado e rins, controla o colesterol e expulsa resíduos tóxicos.

A mentionina ajuda a fortalecer as unhas e melhorar a flexibilidade e o tom da pele.


ORNITINA:
Ajuda a estimular o sistema imunológico.

Parece que também tem influência na energia do corpo.

Atenção

* O FazFacil não se responsabiliza pelos dados aqui apresentados (somente) a titulo ilustrativo, nem incentiva qualquer dieta sem acompanhamento médico !
* Não faça dieta sem consultar um médico.



TAURINA:
Acredita-se que a taurina representa um papel de neurotransmissor.

Estes atuam na transmissão de informações de uma célula nervosa para a outra.

Esta particularidade da taurina ainda não foi confirmada cientificamente.

É possível que a taurina intensifica ação da cafeína tendo portanto uma ação estimulante.

É produzido na biles pela reação da metionina e da cristina durante a síntese da taurina.


TREONINA:
A literatura especializada indica que este aminoácido essencial previne a indigestão e as disfuções intestinais.

Como não produzido pelo corpo, é obtido através de alimentação ou complementos.


TRIPTOFANO:
Seu corpo não fabrica este aminoácido essencial; ele deve ser obtido através da alimentação e complementos.

O triptofano é usado pelo cérebro na produção de serotinina e trabalha em parceria com várias vitaminas do complexo B, ajudando-as a funcionar com todo seu potêncial.



Fontes:
http://www.karatebarretos.com.br
http://www.fazfacil.com.br/saude/aminoacidos.html


quarta-feira, 12 de junho de 2013

RESPIRAÇÃO CELULAR glicólise,ciclo de krebs,fosforilação oxidativa.

12 Como Ocorre a Digestão dos Alimentos

Ácido acetilsalicilico (AAS)


O ácido acetilsalicílico (AAS) é um inibidor da enzima ciclo-oxigenase e
acetilador de tromboxano A2, o que lhe confere atividade anti-agregante plaquetária.
Sua ação sobre a função plaquetária costuma durar cerca de 24 horas, tempo
necessário para que a medula óssea produza mais plaquetas que possam sintetizar novamente a ciclo-oxigenase e posteriormente tromboxane A2. Por isso, é possível administrar o ASS apenas uma vez ao dia para que o efeito anti-agregante seja mantido.
Estima-se que dose diária entre 20-50mg seja suficiente para suprimir quase
completamente a síntese de tromboxano em poucos dias de terapia. Enquanto
doses entre 150-300 mg sejam capazes de suprimir afunção plaquetária quase
instantaneamente.
Há muito tempo o ácido acetilsalicílico (AAS) tem sido utilizado na prevenção
de eventos tromboembólicos, porém a dose que pode variar de 50-325 mg/ dia
 continua sendo alvo de pesquisas e discussões até o presente momento devido ao risco de efeitos adversos em doses maiores ou perda da eficácia terapêutica em doses baixas.

segunda-feira, 27 de maio de 2013


ENTENDENDO MELHOR AS GORDURAS: BENEFÍCIOS E DANOS À SAÚDE
Colesterol, ácidos graxos livres, triglicerídios, LDL (“colesterol ruim”), HDL (“colesterol bom”), VLDL, gordura saturada, gorduras mono e poli-insaturadas, gorduras trans.
Muito se tem lido e ouvido falar sobre o colesterol, gorduras saturadas, gorduras trans, e os potenciais danos que o aumento destes compostos no sangue podem trazer à saúde. Esse interesse, crescente nos últimos anos, se explica pelo aumento da incidência das doenças vasculares, especialmente doença cardíaca (infarto, hipertensão, aterosclerose) e acidente vascular cerebral (AVC ou derrame), que representam uma das principais causas de morte no mundo, e a associação destes eventos com a quantidade de gordura no sangue. Essa associação foi estabelecida por vários estudos epidemiológicos em que o nível de colesterol elevado (acima de 200 mg/dL) se relaciona com maior risco de doença cardíaca e aterosclerose.
Mas quais são estes compostos e como eles podem prejudicar a saúde do indivíduo?
Lipídios ou gorduras – o que são? Estas são as denominações gerais para um grupo heterogêneo de compostos que são muito pouco solúveis na água.
Benefícios dos lipídios ao organismo – Estes compostos cumprem várias funções importantes para o organismo, dentre elas fazer parte da estrutura de todas as células do organismo, ser o maior meio de estocar nutrientes, funcionando como reserva de energia, ser os precursores de hormônios (como testosterona, estradiol, progesterona e muitos mais), de vitaminas e da bile, atuam como protetores de órgãos vitais e são importantes para o isolamento térmico. Por essas razões, as gorduras são indispensáveis para o organismo.
TIPOS DE GORDURAS
Lipidios simples – são os triglicerídeos que têm em sua composição os ácidos graxos. Os trigliceridios constituem a principal forma de armazenamento de gorduras nas células adiposas.
Lipídios compostos – São os fosfolipídeos, os glicolipídeos, a lecitina e as lipoproteínas.
Lipídios derivados – O colesterol é o mais conhecido (é formado a partir dos lipídeos simples e compostos. existindo em todos os tecidos dos animais)
Os ácidos graxos podem ser insaturados ou saturados.
A denominação saturado e insaturado se deve aos tipos de ligação entre os átomos de carbono. Um ácido graxo saturado contém somente ligações simples entre os seus átomos de carbono. Os ácidos graxos insaturados possuem ligações duplas. Como os triglicerídeos (e também o colesterol) não são solúveis em água eles não circulam livremente no sangue. Por este motivo, eles são transportados pelo sangue ligados à proteínas, formando complexos de lipoproteínas. Além dos triglicerídeos, outros lipídeos como colesterol e fosfolipídeos também são transportados no sangue ligados a proteínas como lipoproteínas.
Existem quatro classes de lipoproteínas separadas de acordo com a sua densidade (proporção entre lipídeo e proteína): os quilomicrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa (VLDL sigla do inglês very low-density lipoproteins), as lipoproteínas de baixa densidade ou colesterol "ruim" (LDL sigla do inglês low-density lipoproteins) e as lipoproteínas de alta densidade ou colesterol "bom" (HDL sigla do inglês de high density lipoprotein).
Destas lipoproteínas, os quilomícrons e as VLDL são as quantitativamente mais importantes para o transporte de triglicerídeos e o LDL e HDL são mais importantes para o transporte de colesterol. Os quilomicrons são formados no intestino e contêm 85% de triglicerídios originados da dieta. As VLDL são formadas no fígado a partir das gorduras, dos carboidratos, do álcool e do colesterol e contêm o maior percentual de lipídios dentre as lipoproteínas (95%). A degradação das VLDL no fígado produz as LDL que carregam normalmente de 60 a 80% do colesterol do sangue. O fígado e o intestino delgado produzem as HDL que possuem o mais alto percentual de proteína (50%) e a menor quantidade de lipídeos.
O COLESTEROL
O colesterol origina-se por meio da dieta (colesterol exógeno) ou pela síntese celular (colesterol endógeno), esta produção pode ocorrer por quase todas as células dos mamíferos, com o fígado sendo o responsável por 10 a 20% da síntese. Todo o colesterol da dieta é de origem animal (carnes, laticíneos, ovos, etc.). Mesmo com uma dieta isenta de colesterol, serão formados endógenamente de 0,5 a 2,0 g por dia deste composto. A síntese do colesterol endógeno pelo fígado é facilitada por uma dieta rica em ácidos graxos saturados. A maior parte do colesterol da dieta e do colesterol sintetizado endogenamente é convertida em ácidos biliares e excretada nas fezes.
Por que o colesterol faz mal?
O colesterol não faz mal à saúde. Pelo contrário, o colesterol é importante para o funcionamento normal do organismo. O que faz mal à saúde é o excesso de colesterol. O conteúdo total de colesterol no corpo gira em torno de 140 g, dos quais 120 g está presente nas membranas das células e há evidências científicas que um aumento na concentração plasmática de colesterol produz um aumento do colesterol nessas membranas. Nas plaquetas (um tipo especial de célula sanguínea responsável pela coagulação do sangue), este efeito provoca o aumento de uma substância chamada troboxano-A2 (substância que favorece a agregação das plaquetas), com a formação de trombos que obstruem os vasos sanguíneos. Este é um dos fatores que relaciona o colesterol elevado no plasma com o aumento da incidência de doença cardíaca.
O aumento do colesterol no sangue que exceda às necessidades do organismo, produz um processo degenerativo nas artérias chamado de aterosclerose. Há uma deposição de colesterol na parede das artérias formando placas que causam o enrijecimento e estreitamento com eventual fechamento do vaso sanguineo, o que leva a um menor aporte de sangue para as células, que acabam morrendo. Este efeito nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro provoca infarto e derrame (acidente vascular cerebral – AVC).
Por que o LDL é chamado de colesterol "ruim"?
Como vimos, a LDL é a lipoproteína que carrega a maior parte do colesterol do sangue (60 a 80%). O papel das LDL é transportar o colesterol para os tecidos periféricos, onde irá exercer as suas funções indispensáveis de participar da síntese de componentes celulares e hormônios. Dessa forma as LDL distribuem o colesterol até as células, inclusive as células que formam a parede das artérias. Uma determinada quantidade de LDL-colesterol é fundamental para o bom funcionamento do organismo. O LDL-colesterol passa a ser prejudicial quando suas quantidades superam as necessidades do organismo. As LDL têm alta afinidade pelas células da parede das artérias, onde o excesso de LDL-colesterol sofrerá um processo químico chamado de oxidação: as LDL oxidadas são absorvidas por um tipo celular (macrófagos) que convertem-se em células espumosas e se depositam na parede das artérias, provocando lesões e estreitamentos, tendo como consequência a obstrução do fluxo de sangue.
Por que o HDL é chamado de colesterol "bom"?
As lipoproteínas HDL têm como principal função coletar o excesso de colesterol das células a levá-lo ao fígado, onde será metabolizado e excretado na bile sob a forma de sais biliares. Este processo é chamado de transporte reverso de colesterol e impede os danos que o excesso de lipídeos produz nas células, principalmente nas células dos vasos sanguíneos, onde o colesterol é retirado da parede das artérias pelas HDL. O resultado deste processo é uma redução da formação de placas ateroscleróticas. Numerosos estudos mostram que altos níveis de HDL são associados a uma menor incidência de doenças cardiovasculares.
O que é hiperlipidemia e dislipidemia e quais os níveis recomendados de Colesterol total, LDL e HDL?
Hiperlipidemia e dislipidemia são termos usados para caracterizar o aumento dos lipídeos no sangue (lembramos que eles estão sob a forma de lipoproteínas). Os níveis de lipídeos no sangue variam entre membros de diferentes populações, influenciados por fatores genéticos e da dieta/estilo de vida. O termo dislipidemia pode ser aplicado de forma mais específica para pacientes que apresentem alterações de HDL, LDL e triglicerídeos, porém possuam níveis de colesterol total normal.
CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE LIPÍDIOS NO SANGUE


Nível
Classificação
Colesterol Total
Menor que 200 mg/dL
Desejável
200 – 239 mg/dL
Limítrofe alto
Maior ou igual que 240 mg/dL
Alto
HDL
Menor que 40 mg/dL
Baixo (considera-se 50 mg/dL para mulheres)
Maior que 60 mg/dL
Alto
LDL
Menor que 100 mg/dL
Ótimo
100 – 129 mg/dL
Próximo do Ótimo
130 – 159 mg/dL
Limítrofe Alto
160 – 189 mg/dL
Alto
Maior que 190 mg/dL
Muito Alto
TRIGLICERÍDIOS
Menor que 150 mg/dL
Normal
150 -199 mg/dL
Limítrofe Alto
200 499 mg/dL
Alto
Acima de 500 mg/dL
Muito Alto

Estes limites são arbitrários e servem como diretrizes gerais para populações. De fato, o risco para eventos cardiovasculares aumenta, continuamente, a partir de valores de colesterol total de150 mg/dL (que está dentro da faixa do desejável). Nos Estados Unidos 20 em cada 100 pessoas com colesterol em níveis desejáveis (150 a 200 mg/dL) apresentam eventos cardíacos. Frequentemente, estes pacientes apresentam HDL baixo e triglicerídeos altos.
Por que eu como pouca gordura e, mesmo assim, engordo?
Os ácidos graxos saturados e insaturados são formados rapidamente e em quantidades abundantes a partir de um composto chamado de acetil coenzima A (acetil-CoA). Qualquer substância capaz de produzir acetil-CoA é uma fonte potencial de átomos de carbono para a síntese de ácidos graxos. A glicose da dieta é uma fonte de acetil-Coa. Uma dieta equilibrada supre as necessidades fisiológicas de gorduras. No entanto, a ingestão de uma dieta com muito carboidrato irá estimular a síntese de ácidos graxos que irão ser estocados no tecido adiposo.
Por isso, podemos acumular gordura com uma dieta sem gordura, porém rica em carboidratos. Uma das principais funções da alimentação é fornecer energia para o funcionamento das células. Como vimos, esta energia está contida na ligação química dos compostos alimentares (proteínas, carboidratos e lipídeos) em diferentes densidades. O glicerol e os ácidos graxos provenientes das gorduras da dieta que não são imediatamente utilizados para produzir energia, eles são armazenados como triglicerídeos no tecido adiposo. Como os triglicerídeos podem ser formados a partir da acetil-CoA e a glicose da dieta é uma fonte de acetil-CoA - portanto facilmente convertida em gordura - o excesso de carboidrato que não é utilizado é armazenado sob a forma de gordura.
O tecido adiposo armazena energia sob a forma de gordura (a energia está contida nas ligações químicas da molécula do triglicerídeo) sendo a fonte de energia mais concentrada do organismo. Por conter pouca água, a gordura possui uma densidade energética maior. A gordura armazena 9 calorias de energia por grama (que é liberada quando ocorre sua metabolização), enquanto os carboidratos e proteínas armazenam 4 calorias por grama.
Quando ingerimos carboidratos e gorduras em quantidades maiores do que as necessárias, para fazer frente a nossa necessidade de energia, esse excesso de energia será armazenado sob a forma de gordura, aumentado o tecido adiposo. Como 1 grama de gordura armazena 9 calorias, se a pessoa quiser diminuir 1 quilo (1000g) do seu tecido adiposo, ela deve “gastar” 9000 calorias que estão armazenadas. Um programa de redução de peso deve, primeiramente, avaliar qual é o gasto energético basal da pessoa, que é o quanto a pessoa precisa de energia no seu dia-a-dia normal (um adulto sedentário utiliza em torno de 2500 calorias por dia). Ao ingerir menos do que esta necessidade, digamos 1500 calorias por dia, o organismo vai buscar no “estoque” do tecido adiposo as 1000 calorias que estão faltando para fazer frente ao metabolismo basal. Com esta restrição calórica imposta pela dieta, em 9 dias o indivíduo irá consumir 9000 calorias do estoque, o que corresponde a 1 quilo de tecido adiposo. A perda de peso será mais rápida se o gasto calórico basal for aumentado com um programa de atividade física.
Toda a gordura faz mal? E o ômega-3, o óleo de oliva, as gorduras trans?
Os efeitos dos diferentes tipos de gordura tem sido muito estudado nos últimos tempos. As recomendações atuais são de reduzir a ingestão de gordura, principalmente das gorduras saturadas, pois elas têm maior propensão de elevar o colesterol. A ingestão de alimentos com grande quantidade de colesterol irá aumentar o colesterol sanguíneo. Por outro lado, gorduras poli-insaturadas (PUFA, iniciais do inglês polyunsaturaded fatty acids), encontradas em óleos vegetais, têm menos efeitos danosos sobre os níveis de colesterol. Apesar disso, devido ao fato de se desconhecer o efeito a longo prazo do consumo de grandes quantidades desta gordura, recomenda-se que a ingestão deste tipo de gordura não ultrapasse 10% da ingestão calórica total. As gorduras poli-insaturadas (líquidas à temperatura ambiente), tê m sido modificadas pela hidrogenação, o que modifica algumas ligas duplas dos ácidos graxos insaturados para uma configuração química chamada de trans. Esta gordura tem sido muito utilizada pela industria alimentícea. O problema é que estes ácidos graxos trans exercem os mesmos efeitos negativos das gorduras saturadas de aumentar o LDL (colestero “ruim”), porém, com a agravante de piorar o HDL (colesterol “bom”).
Óleos de peixe são ricos em um tipo particular de ácidos graxos poli-insaturados, o eicosapentaenóico (EPA) e docasa-hexaenóico (DHA), que devido à posição da dupla ligação são chamados de ômega-3. Esses compostos não são sintetizados pelo organismo, portanto devem ser ingeridos na dieta para obter-se os seus benefícios. As populações que consomem maiores quantidades de óleos de peixes apresentam menor incidência de doenças cardio-vasculares. Este efeito é devido à suas ações em reduzir o LDL e o colesterol total e aumentar o HDL. Tendo por base os resultados de estudos de prevenção, a recomendação é que uma pessoa que não possua doença cardíaca consuma duas refeições de peixe semanalmente.
Ácidos graxos mono-insaturados encontrados em altas quantidades nos óleos de oliva e canola causam menos danos à saude e quando substituem as gorduras saturadas eles diminuem o colesterol total sem diminuir o colesterol "bom" (HDL). Existem evidências que o consumo do ácido graxo que é abundante no óleo de canola, reduz a mortalidade por doença cardiovascular. Recomenda-se que este óleo seja usado para o cozimento dos alimentos, quando necessário, em substituição à margarina, manteiga e outros óleos (exceto oliva).
Outros componentes da dieta podem influenciar positivamente as gorduras do sangue. As fibras solúveis como psyllium e aveia, ligam-se aos ácidos biliares no intestino e produzem um aumento da excreção do colesterol, o que leva a uma pequena redução das concentrações do colesterol "ruim" (LDL). Além desses alimentos, o alho e as nozes produzem uma modesta redução nos níveis de colesterol total.
A combinação destas abordagens nutricionais, associada à restrição de alimentos ricos em gorduras saturadas e colesterol, pode reduzir o colesterol "ruim" (LDL) em até 30%.