O lupos é uma doença crônica, de natureza auto-imune e inflamatória,que atinge várias regiões do organismo humano, principalmente a epiderme, as juntas, o sistema sanuíneo e os rins.
Geralmente o sistema imunológico fabrica proteínas conhecidas como anticorpos.
Cabem a eles preservar o corpo físico de todo tipo de ataque externo,
de vírus, bactérias, células que provocam o câncer e tantos outros
elementos desconhecidos. Estes invasores, que desencadeiam a elaboração
automática de anticorpos, são denominados antígenos.
A enfermidade auto-imune aparece quando o sistema
imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue mais
distinguir os elementos incomuns das suas próprias células, atingindo
assim não só os inimigos, mas também seu ambiente corporal. São estas
proteínas anormais, os auto-anticorpos, que, unidos aos fatores
orgânicos, compõem os complexos imunológicos, gerando sérias lesões nos
mais variados tecidos e mutações na circulação do sangue.
É uma doença de difícil diagnóstico pois suas manifestações clinicas podem aparecer em um unico órgão ou comprometer vários sistemas retardando assim sua suspeita.O diagnóstico é baseado em 11 parâmetros clínicos e laboratoriais, sendo que a presença de quatro deles já é suficiente para a conclusão do diagnóstico.
Veja as informações mais completas sobre a doença, diagnóstico e tratamento disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/65/lupus_eritematoso_sistemico.htm
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
O que é linfoma?
INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES
Os
linfomas são neoplasias hematológicas que formam um grupo amplo de
entidades malignas que podem apresentar padrão histológico e
comportamento clínico diferenciado, constituindo-se muitas vezes em um
desafio para o clínico. Tais diferenças baseiam-se em diversidade de
evolução e prognóstico, indo desde doenças que levam anos de sua
instalação a seu diagnósticos (indolentes) até entidades malignas
extremamente agressivas, que podem levar ao óbito em alguns dias se não
forem tratadas adequadamente. Torna-se imperativo, portanto, que tais
condições tenham seu diagnóstico feito prontamente. Sendo proliferações
neoplásicas malignas de linfócitos, residem predominantemente em órgãos
linfóides. A classificação dos linfomas os divide em dois grandes
grupos:
Linfoma não-Hodgkin.
Os
linfomas não-Hodgkin (LNH) são todos aqueles não caracterizados como
linfomas de Hodgkin (LH), sendo, portanto, um grupo de mais de 30
doenças diferentes, com apresentações clínicas e prognósticos muito
variados. Correspondem a mais de 70% dos linfomas.
Dada
a grande variedade de apresentações clínicas e achados
histopatológicos, sua classificação adequada continua sendo um grande
desafio para hematologistas e patologistas. Durante as últimas décadas,
diversos esquemas de classificação foram propostos, e à medida que novas
técnicas foram sendo desenvolvidas (por exemplo, imunofenotipagem,
citogenética, biologia molecular), os esquemas de classificação eram
revistos, com descrição de novos e reclassificação de subtipos antigos.
De
todo modo, qualquer classificação de linfoma deve procurar definir não
apenas o tipo histológico, mas também realizar correlação clínica e
determinar o grau de agressividade dos diversos subtipos histológicos,
haja visto que essa informação tem extrema importância no planejamento
do tratamento e no prognóstico dos doentes. Tendo isto em mente, a
classificação histológica mais utilizada hoje é a classificação da
Organização Mundial da Saúde (OMS), uma atualização da antiga
classificação REAL (do inglês Revised European American Classification
of Lymphoid Neoplasms). No entanto, iremos nos guiar neste capítulo por
uma classificação clínica dos LNH, em virtude sua maior praticidade e
relevância na prática diária, de modo que possa se estabelecer com
precisão o prognóstico do doente e iniciar as medidas terapêuticas
apropriadas.
Artigo completo disponível em :http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/99/linfomas_nao_hodgkin.htm
Esse artigo trans informações bem complexas sobre o linfoma,suas formas de manifestações, sintomas, tratamentos e diagnóstico
Linfoma
O linfoma é um câncer no sistema linfático, composto por
vasos e agregados de células responsáveis pela defesa do nosso
organismo.
Os
vasos linfáticos originam-se na periferia do corpo - debaixo das
superfícies mucosas ou da pele - e correm rumo ao seu interior. Nesse
caminho, unem-se uns aos outros, transformando-se em vasos
progressivamente maiores que terminam em grandes veias na base do
pescoço.Ao longo do trajeto, existem estruturas denominadas nódulos linfáticos – mais conhecidos como gânglios linfáticos. Eles funcionam como filtros e é em seu interior que ocorrem respostas imunológicas para microrganismos como bactérias e vírus.
Os linfomas mais frequentes decorrem do aumento dos gânglios linfáticos e são classificados como Hodgkin – que possuem uma célula alterada com o nome de Reed-Steinberg – e não Hodgkin. De forma geral, podem ser indolentes (não agressivos), agressivos ou muito agressivos.
Causas
De acordo com o hematologista do Einstein, Dr. Nelson Hamerschlak, não se conhecem as causas de todos os linfomas. “Alguns deles estão claramente ligados a problemas virais. Outros simplesmente acontecem e não conseguimos determinar uma causa”, afirma o médico.“Já houve tentativas de se estabelecer produtos agrícolas como causas e até mesmo determinadas características genéticas, mas pouco foi de fato relacionado”, diz.
Sintomas e sinais
É comum o próprio paciente perceber o aumento desses gânglios na região do pescoço ou abaixo da mandíbula. Eles aumentam de tamanho e ficam endurecidos, embora sejam indolores, não apresentem vermelhidão e nem elevação da temperatura local.O aumento de gânglios pode ocorrer também em outras regiões do corpo, como nas axilas, acima ou abaixo das clavículas, do lado interno dos braços na altura dos cotovelos ou na virilha.
Alguns pacientes relatam regressão dos sintomas de maneira espontânea ou resultante de tratamento com antibióticos ou medicação anti-inflamatória.
Tosse com ou sem expectoração, dores no tórax e dificuldade para respirar mediante esforço físico costumam ser verificados. Febre (geralmente inferior a 38oC), transpiração noturna e perda de peso inexplicável também podem acometer indivíduos com linfoma.
Algumas vezes, a transpiração mostra-se tão intensa que obriga o paciente a trocar o pijama ou até mesmo os lençóis durante a noite. Algumas pessoas apresentam ainda um quadro de coceira generalizada, intensa e extremamente desconfortável.
A cura
Os linfomas são doenças potencialmente curáveis, mesmo nas fases avançadas. “O tipo do linfoma determina se tem maior ou menor chance de cura. Os indolentes são pouco agressivos e podem conviver com o paciente por muitos anos, outros requerem tratamento imediato com quimioterapia ou radioterapia. Alguns poucos podem necessitar de transplante de medula óssea”, explica.Tratamento
O tratamento de linfomas varia de acordo com o paciente e depende do tipo da doença (Hodgkin ou não Hodgkin).Os recursos terapêuticos disponíveis são radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Os linfomas indolentes têm caráter crônico e o tratamento, quando necessário, visa apenas controlar a doença.
Para os casos mais agressivos, o transplante de medula óssea retirada do próprio corpo pode ser recomendado.
Essa modalidade de tratamento vem obtendo resultados interessantes em linfomas avançados e reincidentes. As chances de sucesso dependem de vários fatores, como idade do paciente, outros problemas médicos associados, número de tratamentos quimio ou radioterápicos previamente recebidos, além da sensibilidade da doença à quimioterapia administrada antes do transplante.
Além de poder ajudar em quadros de reincidência da doença, o transplante autólogo é uma alternativa interessante para pacientes cuja doença não melhora completamente após o tratamento inicial.
Disponivel em:http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/linfoma-tem-grande-chance-de-cura.aspx
Esse tipo de câncer é avassalador e geralmente se descobre já numa condição extrema da doença.
Passamos por essa situação com uma pessoa próxima, mas que, graças a Deus,superou parcialmente a doença e está bem.
É um tratamento com medicações caras, mas de grande eficiência. Vale a pena conhecer um pouco mais dessa doença, pois seus sintomas são bem comuns,as vezes passando despercebido o início da mesma.
Anemia Falciforme
Na anemia
falciforme, as células vermelhas do sangue (hemácias), que normalmente
têm um formato discóide (A), assumem formas bizarras que lembram foices
quando em baixas tensões de oxigênio, seja no laboratório ou em alguns
órgãos do corpo, como o baço.A Anemia Falciforme é uma doença hereditária e genética, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem sua forma arredondada e adquirem a forma de uma foice(daí o nome falciforme). Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.
O artigo da Revista Ciência Hoje ,Anemia Falciforme:uma doença molecular, fala das várias descobertas sobre a doença, abrindo portas para o surgimento da medicina molecular e genética.Dentre os descobridores de que essa anemia é de herança genética,está o brasileiro Jessé Accioly, que plublicou um artigo sobre o assunto,falando das suas desconfianças, mas que por ter ficado apenas em hipóteses,não ganhou nome pelas suas suposições, pois para a ciência apenas hipóteses não não bastam.
Artigo disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/anemia-falciforme-uma-doenca-molecular/?searchterm=ANEMIA%20FALCIFORME
Anemia Falciforme, como acontece
http://www.youtube.com/v/FBXcJN1ETa4?version=3&autohide=1&autohide=1&feature=share&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=Gz5ag6eYD4-gyBbpc_CC2w
Esse vídeo é uma animação que mostra de forma dinâmica como acontece a anemia falciforme, sua mutação no dna e seus sintomas.É bem interessante
Esse vídeo é uma animação que mostra de forma dinâmica como acontece a anemia falciforme, sua mutação no dna e seus sintomas.É bem interessante
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Parkinson - como acontece
O cérebro é o órgão que comanda todas as funções do nosso corpo. É ele que nos permite falar, andar, ouvir,sentir, enfim, controla nossas ações e sentimentos em geral. Ele, junto com a medula espinhal,formam o sistema nervoso do nosso corpo, composto por milhões de células: os neurônios, que liberam substâncias químicas conhecidas por neurotransmissores.
A falha nesse sistema causa algumas doenças como o mal de Parkinson e o Alzheimer,que são doenças neurodegenerativas e outras como o AVC.
O Mal de Parkinson atinge a população idosa, acima de 60 anos, mas com casos confirmados em pessoas mais jovens, entre 30 anos. É uma doença progressiva, causada pela morte celular dos neurônios produtores de dopamina.
Os sintomas incluem diminuição dos movimentos,cosntipação,dificuldade de deglutir,falta de expressão no rosto,mialgia,posição inclinada, tremores em repouso, dentre outros.
Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que
podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras
doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação
do sangue) do indivíduo.
O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).
AVC - Uma falha no SNC
Nesse vídeo o Dr. Drauzio Varela explica os sinais e sintomas do Acidente Vascular cerebral - AVC, conhecido também por derrame cerebral. É uma doença causada pelo déficit neurológico refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
Os sinais e sintomas mais observados são fraqueza, distúrbios visuais,perda de movimentos de um lado do corpo,principalmente braços e pernas,paralisia facial,distúrbios da fala,cefaléia e o paciente deve ser levado imediatamente ao hospital, pois cada minuto é imprescindível para a diminuição das sequelas deixadas pelo AVC.
Os pacientes mais propícios são os com hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes,tabagistas.
Outros fatores que
podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras
doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação
do sangue) do indivíduo.
O vídeo mostra também uma animação de fácil interpretação sobre o funcionamento do sistema nervoso central (SNC).
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Doença de Parkinson
Doença de Parkinson
Essa doença foi descrita por James Parkinson, médico inglês, em 1817 e a OMS estabeleceu o dia 11 de abril como dia mundial de conscientização sobre a doença e as necessidades daqueles que sofrem com a mesma.
O Mal de Parkinson é caracterizado pela associação de distúrbios motores: lentidão de movimentos,rigidez corporal,instabilidade de postura e tremor, sobretudo em repouso. A progressão é lenta,mas nas fases avançadas pode haver comprometimento intelectual.Atinge de 1 a 2 % da população acima de 60 anos e no Brasil as estatísticas sobem para 3% e atinge principalmente o sexo masculino.
A causa da doença ainda é desconhecida e independe de etnia., mas atualmente há quatro principais hipóteses principais para o surgimento da doença: Ações de toxinas ambientais,substâncias que podem destruir neurônios da substância negra; Acúmulo de radicais livres,produzidos normalmente durante a metabolização de dopamina,mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios; Anormalidades nas mitocôndrias,estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres; Predisposição genética,que pode aumentar o risco de perda de neurônios.
A revista Ciências Hoje, no artigo A luta contra O Parkinson,apresenta alguns avanços nos estudos e tratamentos da enfermidade, mas que ainda não beneficia a todos por serem tratamentos caros.
Dentre as terapias usadas hoje estão a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) que consiste na administração de corrente elétrica controlada para melhorar os movimentos do corpo. É um dispositivo parecido com o marca passo, requer implantação cirúrgica e acompanhamento por especialistas.O tratamento mostra resultados positivos na melhoria da qualidade de vida dos doentes, mas é um tratamento caro.
No Brasil estudos com esse dispositivo estão sendo realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Hospital Sírio Libanês. Para ampliar o conhecimento da doença, médicos brasileiros estão desenvolvendo uma pesquisa com um sensor em forma de caneta denominado de caneta biométrica BiSP - o projeto se propõe a examinar periodicamente as minúcias de movimentos manuais voluntários de pacientes parkinsonianos, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.
O artigo está disponível em:http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/04/a-luta-contra-o-parkinson/?searchterm=doen%C3%A7a%20do%20sistema%20nervoso
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Fertilização in vitro – Bebê de Proveta – ICSI
Bebê de Proveta (Alta Complexidade)
Consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de fertilização assistida. Sugestão: Para se realizar essa técnica (ou programa), a mulher recebe alguns hormônios, da mesma forma que nas técnicas anteriores. Esses óvulos (ou ovocitos) crescem de pequenos cistos com líqüido, que são chamados FOLÍCULOS. São aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com espermatozóides permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. São desenvolvidos inicialmente em laboratório retornando, a seguir, ao útero para finalizar o crescimento do futuro bebê. INDICAÇÃO
. Mulheres com alterações peritoneais (Aderências em excesso);
. Obstrução nas trompas de Falópio;
. Infertilidade sem causa aparente (I.S.C.A.), Infertilidade Inexplicável;
. Fatores Imunológicos;
. Endometriose;
. Falha de tratamentos menos completos.
TÉCNICA
A técnica é relativamente simples e sua execução pode ser dividida em 6 fases:
FIV 1ª FASE – BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO
Consiste no bloqueio inicial do funcionamento dos ovários com medicação adequada. Esta medicação é chamada de Agonista GnRH. Com essa técnica, garantimos com maior precisão o acompanhamento do desenvolvimento folicular (óvulos) bem como o dia da captação dos mesmos. Após essa fase inicial de bloqueio, são realizadas dosagens hormonais e exames ultra-sonográficos que comprovam o estado de “repouso” do sistema reprodutor. Este bloqueio pode também ser realizado numa fase mais tardia, ao redor do 7º/ 8º dia do ciclo, após já ter sido iniciada a estimulação dos ovários. Esta medicação é chamada de Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio vai depender de cada caso.
FIV 2ª FASE – ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS
Após o Bloqueio, passamos, a seguir, à Fase de Estimulação propriamente dita, quando medicamentos injetáveis são administrados, geralmente pela manhã. As dosagens são reguladas de acordo com as necessidades e pelo exames realizados sistematicamente durante esta fase (hormônios e ultra-som).Num momento adequado, é administrado um medicamento específico para ocorrer a ovulação e realizamos a ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS ao redor de 35 horas após. As doses e os horários das medicações têm influência direta no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais mais comuns desses medicamentos são dores de cabeça, perda de apetite, dor abdominal e dor no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor local (compressas) podem aliviar esses sintomas.
FIV 3ª FASE – ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS
A paciente deverá comparecer ao Laboratório Especializado aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento (HCG)3. Em jejum, em horário pré-estabelecido e numa sala adequada, será dada uma medicação para relaxar e dormir alguns minutos. Com auxílio do ultra-som, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são colhidos e encaminhados para análise. Em +/- 60 minutos num quarto em repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (24 horas).AMOSTRA SEMINAL: Serão colhidas no dia da aspiração. Após a preparação adequada, a amostra será examinada e encaminhada para o processo de fertilização.FIV 4ª FASE – FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZÓIDE
4ª Fase – Fertilização dos óvulos no laboratório, após a ASPIRAÇÃO, os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua maturidade. Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de três maneiras1) FIV clássica:
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos espermatozóides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.
2) ICSI
Quando a quantidade de espermatozóides for pequena, os óvulos fertilizados através da micromanipulação dos gametas injetando-se um espermatozóide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide.
3) ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection). É uma técnica que identifica com precisão os espermatozóides com maior capacidade de fertilização quando tiverem alterações no seu formato (morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do DNA). (www.ipgo.com.br/super-ICSI)
Em qualquer uma destas técnicas, após 18 hs da coleta dos óvulos, é confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES.
Clique aqui e veja os vídeos:
ICSI
IMSI
FIV 5ª FASE – TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO
A paciente deverá comparecer ao laboratório especializado no horário pré-determinado e sem obrigatoriamente estar em jejum. Sem necessidade de anestesia, é introduzido um pequeno cateter pela vagina em direção ao colo do útero até atingir a cavidade uterina É um momento nobre e delicado. A transferência de embriões deve ser da maneira menos traumática possível. A passagem do cateter deve ser um movimento delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com este momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico. Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica por cerca de 20minutos, retornando posteriormente para casa com atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações. Atualmente com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente ultrapassa a dois.
FIV 6ª FASE – SUPORTE HORMONAL
Após a transferência dos embriões, realizamos um controle rigoroso das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para um adequado desenvolvimento embrionário intra-uterino. Assim, ao redor do 5º dia após a aspiração (ou coleta) dos óvulos é realizado um exame de sangue para esta avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a transferência juntamente com o Teste de gravidez. Se houver necessidade, são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar eventuais deficiências.terça-feira, 15 de outubro de 2013
Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson
Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento
A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer.
No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que
provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com
o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais
sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo
requer conhecimento específico. Estamos "envelhecendo", ou seja, a
expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com
doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste
contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem
dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos
esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos
que não têm tremor.
Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor
Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson" e, segundo, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor". Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.
Em relação ao tremor de uma maneira
geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento
involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição,
aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor
normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente
durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer
em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do
tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos.
Assim, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson".
A outra questão, mais complexa e delicada, diz
respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que
todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá
tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson
que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque
existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São
eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular
(hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo
que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de
Parkinson, ou seja, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor".
Sendo assim, é importante ficar
atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos
idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico,
a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real
problema do paciente.
O que é a Fertilização In Vitro
A técnica consiste na coleta dos
gametas para que a fecundação seja feita em laboratório e depois na
transferência desses embriões de volta para o útero materno. O método
foi usado pela primeira vez na Inglaterra em 1978 e foi trazido ao
Brasil em 1983. Nessa época ele era conhecido como bebê de proveta.
Outros nomes
Bebê de proveta
Como é feita a Fertilização In Vitro
O primeiro passo é fazer a coleta
dos gametas. Os espermatozoides são obtidos por meio de masturbação.
Alguns homens não apresentam gametas no sêmen, e nesses casos é preciso
fazer uma punção ou biopsia para retirá-los diretamente dos testículos.
Nas mulheres é feita uma indução de ovulação com os mesmos medicamentos
usados no coito programado.
Eles podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno) ou por
injeções subcutâneas (gonadotrofinas) e normalmente são estimulados até
12 folículos para uma produção maior de óvulos para coleta. Mas em casos
em que não há mais produção de gametas, como mulheres na menopausa e alguns homens que não sintetizam espermatozoides, é indicado o uso de gametas doados.
Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural. Existe um risco de que a fecundação não ocorra, mas é algo muito raro. Tudo depende da qualidade do material utilizado.
Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. A quantidade de embriões depende da idade da mulher: 2 para mulheres com menos de 35 anos, 3 para quem tem até 40 anos e 4 depois dessa idade. O processo é semelhante ao exame Papanicolau, é usado um bico de pato e depois um cateter bem fino é inserido na vagina da mulher. Um ultrassom orienta o médico sobre o local onde deve ser colocado o embrião, normalmente a 1 centímetro do fundo do útero. A sensação pode criar um ligeiro desconforto. Por fim, após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método.
Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural. Existe um risco de que a fecundação não ocorra, mas é algo muito raro. Tudo depende da qualidade do material utilizado.
Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. A quantidade de embriões depende da idade da mulher: 2 para mulheres com menos de 35 anos, 3 para quem tem até 40 anos e 4 depois dessa idade. O processo é semelhante ao exame Papanicolau, é usado um bico de pato e depois um cateter bem fino é inserido na vagina da mulher. Um ultrassom orienta o médico sobre o local onde deve ser colocado o embrião, normalmente a 1 centímetro do fundo do útero. A sensação pode criar um ligeiro desconforto. Por fim, após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método.
Duração do tratamento
Contando com a estimulação, a
fecundação in vitro, a reimplantação dos gametas e o exame que detectará
o sucesso ou não do procedimento, a Fertilização in Vitro costuma durar
em torno de 25 dias.
Para quem a Fertilização In Vitro é indicada
Normalmente a técnica é utilizada
para casais em que a mulher tenha problemas nas trompas ou endometriose,
o que pode dificultar a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Também
pode ser feita em casos de problemas na produção de gametas no homem.
Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos.
Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos.
Preparação da Fertilização In Vitro
Toda mulher que deseja engravidar
precisa de cuidados importantes para a saúde, como ter uma alimentação
adequada, praticar atividades físicas, reduzir a ingestão de álcool, não
fumar e fazer a suplementação de ácido fólico. Também é válido procurar
verificar se há alguma doença que possa prejudicar a gravidez, como
hipertensão ou diabetes.
O que esperar da Fertilização In Vitro
Normalmente as chances de sucesso
estão ligadas à idade do óvulo, já que eles existem na mulher desde a
infância e também passam pelo processo de envelhecimento celular.
Mulheres com menos de 35 anos tem 60% de chances. Entre 35 e 38 anos, as
chances caem para 40%, e continuam a baixar para 30% até os 40 anos,
passando para 8% depois.
Riscos da Fertilização In Vitro
Como o embrião é fecundado fora do
útero e depois transferido de volta, existe uma pequena chance de que
ele se desenvolva fora do útero, a chamada gravidez ectópica,
que pode colocar a vida da mulher em risco. Para reduzir as chances
desse tipo de gestação, o embrião normalmente é colocado a 1 centímetro
do fundo do útero.
Como mais de um embrião é transferido, há um risco de gravidez gemelar que varia de 25 a 30% em mulheres abaixo de 35 anos. Esse tipo de gestação é considerada de risco pois normalmente acarreta em parto prematuro, perigosos para a mãe e para o feto.
Por haver estimulação dos ovários, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Nela há uma maior produção do hormônio estradiol, que pode acarretar em trombose depois que a mulher engravida e aumentar o inchaço do corpo.
Como mais de um embrião é transferido, há um risco de gravidez gemelar que varia de 25 a 30% em mulheres abaixo de 35 anos. Esse tipo de gestação é considerada de risco pois normalmente acarreta em parto prematuro, perigosos para a mãe e para o feto.
Por haver estimulação dos ovários, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Nela há uma maior produção do hormônio estradiol, que pode acarretar em trombose depois que a mulher engravida e aumentar o inchaço do corpo.
Contraindicações da Fertilização In Vitro
O uso dos medicamentos para indução
de ovulação é contraindicado para mulheres com em carcinoma ovariano,
uterino ou mamário e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária.
Onde encontrar o tratamento
Por ser um tratamento que envolve uma equipe multidisciplinar com ginecologista, urologista e embriologistas, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pela técnica e pesquisar sobre os locais de sua escolha.quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O desenvolvimento do ser humano, desde a sua concepção até o nascimento, é repleto de transformações que vão desde a fecundação,com a formação do embrião, ao do feto. Conhecer e aprender um pouco dessas transformações que acontecem no ventre de nossas mães é importante para vermos quão fantástico é o corpo humano em seu interior.
Ao passo que conhecemos o que acontece com o nosso corpo,fica mais fácil lhe dar com as transformações que nele acontece, acompanhá-las, compreendê-las ou até mesmo evitá-las, como no caso de uma gravidez indesejada.
Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre
Anexos embrionários são estruturas que derivam dos
folhetos germinativos do embrião mas que não fazem parte do corpo desse
embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantóide.
Vesícula vitelina
Durante a evolução do grupo dos animais, os
primeiros vertebrados que surgiram foram os peixes, grupo que possui
como único anexo embrionário a vesícula vitelina.
Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural,
parte dos folhetos germinativos desenvolvem-se formando uma membrana que
envolve toda a gema, constituindo (membrana + gema) o saco vitelínico
um anexo embrionário, que permanece ligado ao intestino do embrião. À
medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo e,
consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É
bem desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. Os
mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos.

Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em
vitelo, falta a vesícula vitelina típica. Nesses animais o vitelo
encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não envoltas por
membrana vitelina própria.
Âmnio e cório
O âmnio é uma membrana que
envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada
cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas
funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação. Ao
final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da cavidade
amniótica foi absorvido pelo animal.
O cório ou serosa é uma membrana
que envolve o embrião e todos os demais anexos embrionários. É o anexo
embrionário mais externo ao corpo do embrião. Nos ovos de répteis e nos
de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. Nesses animais, o
cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de trocas
gasosas entre o embrião e o meio externo.
Alantóide
A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A função da alantóide nos répteis e nas aves é:
transferir para o embrião as proteínas presentes na clara, transferir
parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o embrião, que
utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar excreta nitrogenada.
A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais é o ácido
úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior
do ovo sem contaminar o embrião.
OVOGÊNESE
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| Esquema do Ovário |
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
INSULINA
INSULINA, O QUE É? O QUE FAZ?

Há alguns anos, havia o conceito tradicional de que o cérebro era insensível à insulina. No entanto, evidências recentes contradizem essa teoria. Descobriu-se que a insulina age no sistema nervoso central, sinalizando saciedade e diminuindo o apetite. Desse modo, é evidente que a insulina desempenha um papel decisivo no metabolismo da glicose e na regulação do balanço energético do organismo. Os níveis de insulina na corrente sanguínea sofrem contínuas variações, exercendo efeitos fisiológicos muito sensíveis no organismo. Verifica-se, então, a gravidade de distúrbios resultantes do descontrole desses níveis, como a própria diabetes.
Devido à abrangência do tratamento de diabetes no
mundo atual, a palavra insulina já é conhecida por um grande número de
pessoas. Para muitas delas, a insulina é apenas uma substância produzida
pelo organismo humano e que, tendo sua produção comprometida, ocasiona a
diabetes. No entanto, a insulina é muito mais que isso. Ela é um
importante regulador metabólico do organismo, apresentando um amplo
espectro de ações.
Inicialmente, vamos
falar a respeito dos aspectos moleculares referentes à insulina. A
insulina é um peptídeo, formado por apenas 51 aminoácidos organizados em
duas cadeias polipeptídicas ligadas por pontes dissulfeto. É uma
proteína muito pequena, se comparada a outras de importância metabólica
equivalente. Ela é secretada pelas células β das ilhotas de Langerhans
do pâncreas. A estrutura molecular da insulina pode ser verificada pela
ilustração abaixo:

A insulina é, de fato, um hormônio, já que atinge a corrente sanguínea, alterando estados metabólicos de muitas células do organismo. Os principais efeitos da insulina são: aumentar a tomada de glicose pelos tecidos periféricos, como músculos e tecido adiposo, e interromper a biossíntese de glicose pelos hepatócitos (gliconeogênese). Desse modo, o quadro fisiológico clássico do diabético é a hipergricemia (alta concentração de glicose do sangue), já que a insulina, em termos gerais, retira a glicose do sangue.
Vários efeitos fisiológicos da insulina são de cunho anabólico. Dentre eles, os mais importantes são:
· Aumento da síntese de glicogênio hepático e muscular: essa é a forma de armazenamento de glicose no organismo – o glicogênio é degradado em glicose em momentos de hipoglicemia (ou em situações de baixa quantidade de glicose no sangue);
· Aumento da síntese de triglicerídeos: a insulina aumenta a entrada de lipídeos na célula, levando à biossíntese de triglicerídeos através da esterificação de ácidos graxos;
· Diminuição da degradação de proteínas: estudos revelam que níveis plasmáticos elevados de insulina levam à menor excreção de compostos nitrogenados, o que indica que, nestes casos, a degradação protéica é menor;
· Diminuição da lipólise: a degradação de lipídeos é menor;
· Aumento da absorção de aminoácidos no sangue pelas células;
· Aumento da tomada de potássio sanguíneo pelas células.

A insulina é, de fato, um hormônio, já que atinge a corrente sanguínea, alterando estados metabólicos de muitas células do organismo. Os principais efeitos da insulina são: aumentar a tomada de glicose pelos tecidos periféricos, como músculos e tecido adiposo, e interromper a biossíntese de glicose pelos hepatócitos (gliconeogênese). Desse modo, o quadro fisiológico clássico do diabético é a hipergricemia (alta concentração de glicose do sangue), já que a insulina, em termos gerais, retira a glicose do sangue.
Vários efeitos fisiológicos da insulina são de cunho anabólico. Dentre eles, os mais importantes são:
· Aumento da síntese de glicogênio hepático e muscular: essa é a forma de armazenamento de glicose no organismo – o glicogênio é degradado em glicose em momentos de hipoglicemia (ou em situações de baixa quantidade de glicose no sangue);
· Aumento da síntese de triglicerídeos: a insulina aumenta a entrada de lipídeos na célula, levando à biossíntese de triglicerídeos através da esterificação de ácidos graxos;
· Diminuição da degradação de proteínas: estudos revelam que níveis plasmáticos elevados de insulina levam à menor excreção de compostos nitrogenados, o que indica que, nestes casos, a degradação protéica é menor;
· Diminuição da lipólise: a degradação de lipídeos é menor;
· Aumento da absorção de aminoácidos no sangue pelas células;
· Aumento da tomada de potássio sanguíneo pelas células.

Há alguns anos, havia o conceito tradicional de que o cérebro era insensível à insulina. No entanto, evidências recentes contradizem essa teoria. Descobriu-se que a insulina age no sistema nervoso central, sinalizando saciedade e diminuindo o apetite. Desse modo, é evidente que a insulina desempenha um papel decisivo no metabolismo da glicose e na regulação do balanço energético do organismo. Os níveis de insulina na corrente sanguínea sofrem contínuas variações, exercendo efeitos fisiológicos muito sensíveis no organismo. Verifica-se, então, a gravidade de distúrbios resultantes do descontrole desses níveis, como a própria diabetes.
domingo, 16 de junho de 2013
metabolismo
Metabolismo
Um dos processos metabólicos do
organismo é a conversão de alimentos em energia e calor dentro do corpo.
Os alimentos são constituídos de três nutrientes principais (coloque a seta sobre uma imagem para visualizar o produto de digestão):
Podemos retirar energia de qualquer
uma das três categorias, mas a glicose é especialmente importantes
porque é rapidamente convertida em energia quando necessário.
No período após a ingestão de
alimentos (estado alimentado), devido à grande quantidade de nutrientes
no sangue, há predomínio de processos de armazenamento de nutrientes
sobre os de quebra. Quando os níveis de glicose no sangue aumentam, a
insulina é secretada.

A função mais conhecida da insulina é a regulação da quantidade de glicose no sangue (glicemia).
A insulina atua como uma chave, abrindo portas nas paredes das células
musculares e do tecido adiposo, permitindo que o açúcar do sangue entre
nas células para produzir energia e faz com que os níveis de açúcar no
sangue voltem ao normal. No tecido adiposo, a insulina facilita a
conversão de glicose em ácidos graxos (lipogênese) e inibe a quebra de lipídeos (lipólise).
No fígado, a insulina ajuda na conversão de glicose em glicogênio
(molécula composta por várias glicoses que quando necessário é quebrada
para a liberação da glicose), além de diminuir a formação de glicose a
partir de outras fontes como os aminoácidos (moléculas que compõem as
proteínas). A ação da insulina é contrabalançada por outros hormônios,
tais como o glucagon.

No estado de jejum, todos os
nutrientes foram armazenados ou utilizados. Há tendência à queda da
glicemia, o mesmo ocorrendo com a secreção de insulina. O resultado é a
redução da síntese de gordura, com aumento da lipólise no tecido adiposo
e da oxidação (para a liberação de energia) de ácidos graxos,
principalmente nos músculos e no fígado. Os níveis de glucagon no sangue
aumentam, resultando em quebra do glicogênio para liberação de glicose
no sangue e a formação de glicose que ocorrem principalmente no fígado.

No Diabetes Mellitus, a falta de
insulina e/ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente suas
ações faz com que ocorram várias alterações no metabolismo do corpo.
Entre as mais importantes estão:
- Aumento da glicemia: devido a falta da insulina (chave), o açúcar não consegue chegar aos músculos e ao tecido adiposo, aumentando sua concentração no sangue.

- Presença de açúcar na urina: A urina forma-se nos rins quando o sangue é filtrado. Sem insulina, a quantidade de açúcar na corrente sanguínea atinge níveis muito altos. Quando isto acontece, algum açúcar extravasa para a urina através dos rins. O açúcar que passa para a urina leva consigo uma grande quantidade de água.

- Presença de corpos cetônicos na urina: No diabetes tipo 1, como o organismo não pode utilizar o açúcar para produzir energia de maneira satisfatória, ele vai tentar usar gorduras acumuladas como combustível. Quando o fígado queima gorduras muito rapidamente, produz resíduos tóxicos chamados corpos cetônicos, que são perigosos porque tornam o sangue ácido. Quando os corpos cetônicos atingem os rins, alguns passam para a urina juntamente com o açúcar.

Fonte:
insulina e caridratos
Ação da Insulina no metabolismo das gorduras
A
insulina é reconhecida como o hormônio da “fartura” . O aumento da
concentração sanguínea de glicose estimula, de forma rápida, e é fator
primordial para que ocorra a secreção de insulina pelo pâncreas.
A insulina é um hormônio que promove a entrada de glicose nas células e que também atua no metabolismo das gorduras e proteínas. Só para esclarecer, a glicose é o produto final da degradação dos carboidratos, que ocorre durante o processo de digestão.
Quando a concentração dos nutrientes excede a demanda (necessidadade)
do corpo, a insulina assegura que os nutrientes em excesso sejam
armazenados como glicogênio, no fígado, como proteína, nos músculos, e
como gordura, no tecido adiposo.
Ela é responsável pelo aumento da deposição de gordura nos adipócitos, que são as células que formam o tecido adiposo e tem uma alta capacidade de armazenar gordura.
Sua ação encontra-se também na diminuição da lipólise, que é a mobilização e queima das gorduras para produção de energia.
Muitas
pessoas procuram ingerir baixas quantidades de carboidratos, ou ainda,
se preocupam em ingerir carboidratos de menor índice glicêmico, na
tentativa de diminuir a secreção de insulina, promovendo assim, um menor
acúmulo de gordura.
Mas, tenha em mente que a insulina não faz com você engordar. Comer em excesso e exercitar-se pouco, SIM.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
OS AMINOACIDOS E DUAS FUNÇÕES NO ORGANISMO
Os aminoácidos e suas funções no organismo!
Os Aminoácidos:
São as unidades fundamentais das PROTEÍNAS.
Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em seqüência de apenas 20 aminoácidos.
Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.
ÁCIDO ASPÁRTICO:
Ajuda na eliminação da amônia no organismo e a proteger o sistema nervoso central.
ÁCIDO GLUTÂMICO:
Acredita-se que aproximadamente a metade da composição de aminoácidos do cérebro é composta por ela.
O "combustível do cérebro".
Acredita-se também que o funcionamento normal do cérebro dependa do Ácido glutâmico por ser ele uma substância necessária para a saúde do sistema nervoso.
ALANINA:
A Alanina ajuda o corpo a utilizar o ácido pantotênico.
ALBUMINA:
Geralmente proveniente da clara do ovo;
Proteína de alto valor biológico, devido a sua alta digestibilidade e por conter todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais, a albumina é reconhecida como a mais rica proteína animal, sendo fundamental para o crescimento e regeneração muscular.
Tomar depois dos treinos ou antes de dormir.
ARGININA:
A arginina é vital para o funcionamento normal da glândula pituitária.
Tomada antes de dormir, ela aumenta a produção do hormônio de crescimento.
Ela ajuda na desintoxicação de resíduos venenosos e substancias tóxicas.
Também ajuda na recuperação de ferimentos.
Uma alta porcentagem do colágeno ( a "cola" do organismo) é constituída de argenina.
É ideal quando combinada com Oritina.
BCCA:
Em cápsulas e comprimidos, trata-se de um complexo de três aminoácidos, tijolos que formam as proteínas, matéria-prima dos músculos.
São eles: leucina, isoleucina e valina. Apesar de essências na construção da massa muscular, esses aminoácidos não são produzidos pelo corpo.
Devem ser tomados antes e depois de uma atividade muscular intensa.
CAFEÍNA:
Estimula o batimento cardíaco resultando numa aceleração da freqüência de respiração e aumento do metabolismo basal.
É um poderoso estimulante, resultando num desgaste menor mais resistência durante os treinos.
Em excesso causa insônia, inquietação ou batimento cardíaco exagerado.
L - CARNITINA:
Em cápsulas e líquido.
Funciona como um emagrecedor.
Ajuda a varrer gordura para o interior da célula para que ela seja utilizada na produção de energia.
Deve ser tomada antes de exercícios aeróbicos, como corrida ou bicicleta.
Melhores resultados quando combinada com creatina.
CISTEÍNA:
A cisteína é a principal fonte de enxofre na dieta. Juntamente com outras substâncias, a cisteína ajuda na desintoxicação do corpo, aumenta a eficiência do processo de recuperação e a resistência a doenças.
É importante também para o crescimento dos cabelos, unhas e recuperação da pele.
CREATINA:
Em cápsulas e pó.
À base de monoidrato de creatina, aminoácido que produz ATP, substância que serve de matéria-prima para a produção da energia muscular.
Esse suplemento garante uma melhor resposta dos músculos durante os exercícios.
Deve ser tomada duas colheres pequenas antes e depois do treino, ela e melhor aproveitada se tomada com carboidratos ou se preferir carnitina.
FENILALANINA:
É um aminoácido essencial que é obtido através da alimentação ou em forma de suplementos, uma vez que não é produzida pelo corpo.
É necessária à tireóde e aos vasos samqüinios.
Pesquisas revelam que tem efeitos antidepressivos devido a seu papel na formação de neurotransmissores, que positivamente contribuem para o bom humor, disposição e atenção.
GLICINA:
Embora seja o aminoácido mais simples, a glicina mostrou ser necessária para o funcionamento normal do sistema nervoso, da pele e dos tecidos musculares.
GLUCURONOLACTONA:
Trata-se de um hidrato de carbono.
Existem poucas informações com relação a sua atividade fisiológica.
Age como desintoxicante e auxilia a extração de produtos do metabolismo através da urina, um aumento da excreção não se registra com administração de glucuronolactona em forma de bebida.
A tese é que esta substância auxilia ou intensifica a eliminação de substâncias originais durante esforços físicos prolongados e intensos.
HMB: Em cápsulas.
Composto de betahydroxo e beta-methylbutyrate, substância que ajudam a quebrar os aminoácidos para que eles sejam aproveitados pelo organismo.
Deve ser tomado três vezes ao dia. (Trata-se de uma substância que é sintetizada pelo corpo humano es e encontra no tecido muscular sob forma de mioinosita.
O corpo pode aproveitar somente a insosita de síntese própria.
Uma fonte externa dessa substância não produz efeito algum.
Inosita s forma nos intestinos estando ácido pantotênico e ácido-p-aminobenzóico.
Inosita é muito encontrado em plantas.
ISOLEUCINA:
Um dos oitos aminoácidos essenciais, a isoleucina é fornecida por uma dieta equilibrada e por suplementos, uma vez que o organismo não consegue produzi-la.
LEUCINA:
O outro aminoácido essencial que não é fabricado pelo corpo,a leucina é formada pelos alimentos ou por complementos.
A literatura especializada indica que ela pode ser útil para pessoas que queiram ganhar ou perder peso.
LISINA:
Este aminoácido essencial é necessário na formação de anticorpos, na produção de hormônio e enzimas e na recuperação de tecidos.
A lisina não é produzida pelo organismo, é obtida através da alimentação e de complementos.
METIONINA:
Acredita-se que este aminoácido essencial ajuda na limpeza do fígado e rins, controla o colesterol e expulsa resíduos tóxicos.
A mentionina ajuda a fortalecer as unhas e melhorar a flexibilidade e o tom da pele.
ORNITINA:
Ajuda a estimular o sistema imunológico.
Parece que também tem influência na energia do corpo.
Atenção
* O FazFacil não se responsabiliza pelos dados aqui apresentados (somente) a titulo ilustrativo, nem incentiva qualquer dieta sem acompanhamento médico !
* Não faça dieta sem consultar um médico.
TAURINA:
Acredita-se que a taurina representa um papel de neurotransmissor.
Estes atuam na transmissão de informações de uma célula nervosa para a outra.
Esta particularidade da taurina ainda não foi confirmada cientificamente.
É possível que a taurina intensifica ação da cafeína tendo portanto uma ação estimulante.
É produzido na biles pela reação da metionina e da cristina durante a síntese da taurina.
TREONINA:
A literatura especializada indica que este aminoácido essencial previne a indigestão e as disfuções intestinais.
Como não produzido pelo corpo, é obtido através de alimentação ou complementos.
TRIPTOFANO:
Seu corpo não fabrica este aminoácido essencial; ele deve ser obtido através da alimentação e complementos.
O triptofano é usado pelo cérebro na produção de serotinina e trabalha em parceria com várias vitaminas do complexo B, ajudando-as a funcionar com todo seu potêncial.
Fontes:
http://www.karatebarretos.com.br
http://www.fazfacil.com.br/saude/aminoacidos.html
São as unidades fundamentais das PROTEÍNAS.
Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em seqüência de apenas 20 aminoácidos.
Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.
ÁCIDO ASPÁRTICO:
Ajuda na eliminação da amônia no organismo e a proteger o sistema nervoso central.
ÁCIDO GLUTÂMICO:
Acredita-se que aproximadamente a metade da composição de aminoácidos do cérebro é composta por ela.
O "combustível do cérebro".
Acredita-se também que o funcionamento normal do cérebro dependa do Ácido glutâmico por ser ele uma substância necessária para a saúde do sistema nervoso.
ALANINA:
A Alanina ajuda o corpo a utilizar o ácido pantotênico.
ALBUMINA:
Geralmente proveniente da clara do ovo;
Proteína de alto valor biológico, devido a sua alta digestibilidade e por conter todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais, a albumina é reconhecida como a mais rica proteína animal, sendo fundamental para o crescimento e regeneração muscular.
Tomar depois dos treinos ou antes de dormir.
ARGININA:
A arginina é vital para o funcionamento normal da glândula pituitária.
Tomada antes de dormir, ela aumenta a produção do hormônio de crescimento.
Ela ajuda na desintoxicação de resíduos venenosos e substancias tóxicas.
Também ajuda na recuperação de ferimentos.
Uma alta porcentagem do colágeno ( a "cola" do organismo) é constituída de argenina.
É ideal quando combinada com Oritina.
BCCA:
Em cápsulas e comprimidos, trata-se de um complexo de três aminoácidos, tijolos que formam as proteínas, matéria-prima dos músculos.
São eles: leucina, isoleucina e valina. Apesar de essências na construção da massa muscular, esses aminoácidos não são produzidos pelo corpo.
Devem ser tomados antes e depois de uma atividade muscular intensa.
CAFEÍNA:
Estimula o batimento cardíaco resultando numa aceleração da freqüência de respiração e aumento do metabolismo basal.
É um poderoso estimulante, resultando num desgaste menor mais resistência durante os treinos.
Em excesso causa insônia, inquietação ou batimento cardíaco exagerado.
L - CARNITINA:
Em cápsulas e líquido.
Funciona como um emagrecedor.
Ajuda a varrer gordura para o interior da célula para que ela seja utilizada na produção de energia.
Deve ser tomada antes de exercícios aeróbicos, como corrida ou bicicleta.
Melhores resultados quando combinada com creatina.
CISTEÍNA:
A cisteína é a principal fonte de enxofre na dieta. Juntamente com outras substâncias, a cisteína ajuda na desintoxicação do corpo, aumenta a eficiência do processo de recuperação e a resistência a doenças.
É importante também para o crescimento dos cabelos, unhas e recuperação da pele.
CREATINA:
Em cápsulas e pó.
À base de monoidrato de creatina, aminoácido que produz ATP, substância que serve de matéria-prima para a produção da energia muscular.
Esse suplemento garante uma melhor resposta dos músculos durante os exercícios.
Deve ser tomada duas colheres pequenas antes e depois do treino, ela e melhor aproveitada se tomada com carboidratos ou se preferir carnitina.
FENILALANINA:
É um aminoácido essencial que é obtido através da alimentação ou em forma de suplementos, uma vez que não é produzida pelo corpo.
É necessária à tireóde e aos vasos samqüinios.
Pesquisas revelam que tem efeitos antidepressivos devido a seu papel na formação de neurotransmissores, que positivamente contribuem para o bom humor, disposição e atenção.
GLICINA:
Embora seja o aminoácido mais simples, a glicina mostrou ser necessária para o funcionamento normal do sistema nervoso, da pele e dos tecidos musculares.
GLUCURONOLACTONA:
Trata-se de um hidrato de carbono.
Existem poucas informações com relação a sua atividade fisiológica.
Age como desintoxicante e auxilia a extração de produtos do metabolismo através da urina, um aumento da excreção não se registra com administração de glucuronolactona em forma de bebida.
A tese é que esta substância auxilia ou intensifica a eliminação de substâncias originais durante esforços físicos prolongados e intensos.
HMB: Em cápsulas.
Composto de betahydroxo e beta-methylbutyrate, substância que ajudam a quebrar os aminoácidos para que eles sejam aproveitados pelo organismo.
Deve ser tomado três vezes ao dia. (Trata-se de uma substância que é sintetizada pelo corpo humano es e encontra no tecido muscular sob forma de mioinosita.
O corpo pode aproveitar somente a insosita de síntese própria.
Uma fonte externa dessa substância não produz efeito algum.
Inosita s forma nos intestinos estando ácido pantotênico e ácido-p-aminobenzóico.
Inosita é muito encontrado em plantas.
ISOLEUCINA:
Um dos oitos aminoácidos essenciais, a isoleucina é fornecida por uma dieta equilibrada e por suplementos, uma vez que o organismo não consegue produzi-la.
LEUCINA:
O outro aminoácido essencial que não é fabricado pelo corpo,a leucina é formada pelos alimentos ou por complementos.
A literatura especializada indica que ela pode ser útil para pessoas que queiram ganhar ou perder peso.
LISINA:
Este aminoácido essencial é necessário na formação de anticorpos, na produção de hormônio e enzimas e na recuperação de tecidos.
A lisina não é produzida pelo organismo, é obtida através da alimentação e de complementos.
METIONINA:
Acredita-se que este aminoácido essencial ajuda na limpeza do fígado e rins, controla o colesterol e expulsa resíduos tóxicos.
A mentionina ajuda a fortalecer as unhas e melhorar a flexibilidade e o tom da pele.
ORNITINA:
Ajuda a estimular o sistema imunológico.
Parece que também tem influência na energia do corpo.
Atenção
* O FazFacil não se responsabiliza pelos dados aqui apresentados (somente) a titulo ilustrativo, nem incentiva qualquer dieta sem acompanhamento médico !
* Não faça dieta sem consultar um médico.
TAURINA:
Acredita-se que a taurina representa um papel de neurotransmissor.
Estes atuam na transmissão de informações de uma célula nervosa para a outra.
Esta particularidade da taurina ainda não foi confirmada cientificamente.
É possível que a taurina intensifica ação da cafeína tendo portanto uma ação estimulante.
É produzido na biles pela reação da metionina e da cristina durante a síntese da taurina.
TREONINA:
A literatura especializada indica que este aminoácido essencial previne a indigestão e as disfuções intestinais.
Como não produzido pelo corpo, é obtido através de alimentação ou complementos.
TRIPTOFANO:
Seu corpo não fabrica este aminoácido essencial; ele deve ser obtido através da alimentação e complementos.
O triptofano é usado pelo cérebro na produção de serotinina e trabalha em parceria com várias vitaminas do complexo B, ajudando-as a funcionar com todo seu potêncial.
Fontes:
http://www.karatebarretos.com.br
http://www.fazfacil.com.br/saude/aminoacidos.html
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Ácido acetilsalicilico (AAS)
O ácido acetilsalicílico (AAS) é um inibidor da enzima ciclo-oxigenase e
acetilador de tromboxano A2, o que lhe confere atividade anti-agregante plaquetária.
Sua ação sobre a função plaquetária costuma durar cerca de 24 horas, tempo
necessário
para que a medula óssea produza mais plaquetas que possam sintetizar
novamente a ciclo-oxigenase e posteriormente tromboxane A2. Por isso, é
possível administrar o ASS apenas uma vez ao dia para que o efeito
anti-agregante seja mantido.
Estima-se que dose diária entre 20-50mg seja suficiente para suprimir quase
completamente a síntese de tromboxano em poucos dias de terapia. Enquanto
doses entre 150-300 mg sejam capazes de suprimir afunção plaquetária quase
instantaneamente.
Há muito tempo o ácido acetilsalicílico (AAS) tem sido utilizado na prevenção
de eventos tromboembólicos, porém a dose que pode variar de 50-325 mg/ dia
continua
sendo alvo de pesquisas e discussões até o presente momento devido ao
risco de efeitos adversos em doses maiores ou perda da eficácia
terapêutica em doses baixas.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
ENTENDENDO MELHOR AS GORDURAS: BENEFÍCIOS E DANOS À SAÚDE
Colesterol, ácidos graxos livres,
triglicerídios, LDL (“colesterol ruim”), HDL (“colesterol bom”), VLDL,
gordura saturada, gorduras mono e poli-insaturadas, gorduras trans.
Muito se tem lido e ouvido falar sobre o
colesterol, gorduras saturadas, gorduras trans, e os potenciais danos
que o aumento destes compostos no sangue podem trazer à saúde. Esse
interesse, crescente nos últimos anos, se explica pelo aumento da
incidência das doenças vasculares, especialmente doença cardíaca
(infarto, hipertensão, aterosclerose) e acidente vascular cerebral (AVC
ou derrame), que representam uma das principais causas de morte no
mundo, e a associação destes eventos com a quantidade de gordura no
sangue. Essa associação foi estabelecida por vários estudos
epidemiológicos em que o nível de colesterol elevado (acima de 200
mg/dL) se relaciona com maior risco de doença cardíaca e aterosclerose.
Mas quais são estes compostos e como eles podem prejudicar a saúde do indivíduo?
Lipídios ou gorduras – o que são? Estas são as denominações gerais para um grupo heterogêneo de compostos que são muito pouco solúveis na água.
Benefícios dos lipídios ao organismo –
Estes compostos cumprem várias funções importantes para o organismo,
dentre elas fazer parte da estrutura de todas as células do organismo,
ser o maior meio de estocar nutrientes, funcionando como reserva de
energia, ser os precursores de hormônios (como testosterona, estradiol,
progesterona e muitos mais), de vitaminas e da bile, atuam como
protetores de órgãos vitais e são importantes para o isolamento térmico.
Por essas razões, as gorduras são indispensáveis para o organismo.
TIPOS DE GORDURAS
Lipidios simples – são os triglicerídeos
que têm em sua composição os ácidos graxos. Os trigliceridios
constituem a principal forma de armazenamento de gorduras nas células
adiposas.
Lipídios compostos – São os fosfolipídeos, os glicolipídeos, a lecitina e as lipoproteínas.
Lipídios derivados – O colesterol é o
mais conhecido (é formado a partir dos lipídeos simples e compostos.
existindo em todos os tecidos dos animais)
Os ácidos graxos podem ser insaturados ou saturados.
A denominação saturado e insaturado se deve aos
tipos de ligação entre os átomos de carbono. Um ácido graxo saturado
contém somente ligações simples entre os seus átomos de carbono. Os
ácidos graxos insaturados possuem ligações duplas. Como os
triglicerídeos (e também o colesterol) não são solúveis em água eles não
circulam livremente no sangue. Por este motivo, eles são transportados
pelo sangue ligados à proteínas, formando complexos de lipoproteínas.
Além dos triglicerídeos, outros lipídeos como colesterol e fosfolipídeos
também são transportados no sangue ligados a proteínas como
lipoproteínas.
Existem quatro classes de lipoproteínas
separadas de acordo com a sua densidade (proporção entre lipídeo e
proteína): os quilomicrons, as lipoproteínas de densidade muito baixa
(VLDL sigla do inglês very low-density lipoproteins), as lipoproteínas
de baixa densidade ou colesterol "ruim" (LDL sigla do inglês low-density
lipoproteins) e as lipoproteínas de alta densidade ou colesterol "bom"
(HDL sigla do inglês de high density lipoprotein).
Destas lipoproteínas, os quilomícrons e as VLDL
são as quantitativamente mais importantes para o transporte de
triglicerídeos e o LDL e HDL são mais importantes para o transporte de
colesterol. Os quilomicrons são formados no intestino e contêm 85% de
triglicerídios originados da dieta. As VLDL são formadas no fígado a
partir das gorduras, dos carboidratos, do álcool e do colesterol e
contêm o maior percentual de lipídios dentre as lipoproteínas (95%). A
degradação das VLDL no fígado produz as LDL que carregam normalmente de
60 a 80% do colesterol do sangue. O fígado e o intestino delgado
produzem as HDL que possuem o mais alto percentual de proteína (50%) e a
menor quantidade de lipídeos.
O COLESTEROL
O colesterol origina-se por meio da dieta
(colesterol exógeno) ou pela síntese celular (colesterol endógeno), esta
produção pode ocorrer por quase todas as células dos mamíferos, com o
fígado sendo o responsável por 10 a 20% da síntese. Todo o colesterol da
dieta é de origem animal (carnes, laticíneos, ovos, etc.). Mesmo com
uma dieta isenta de colesterol, serão formados endógenamente de 0,5 a
2,0 g por dia deste composto. A síntese do colesterol endógeno pelo
fígado é facilitada por uma dieta rica em ácidos graxos saturados. A
maior parte do colesterol da dieta e do colesterol sintetizado
endogenamente é convertida em ácidos biliares e excretada nas fezes.
Por que o colesterol faz mal?
O colesterol não faz mal à saúde. Pelo
contrário, o colesterol é importante para o funcionamento normal do
organismo. O que faz mal à saúde é o excesso de colesterol. O conteúdo
total de colesterol no corpo gira em torno de 140 g, dos quais 120 g
está presente nas membranas das células e há evidências científicas que
um aumento na concentração plasmática de colesterol produz um aumento do
colesterol nessas membranas. Nas plaquetas (um tipo especial de célula
sanguínea responsável pela coagulação do sangue), este efeito provoca o
aumento de uma substância chamada troboxano-A2 (substância que favorece a
agregação das plaquetas), com a formação de trombos que obstruem os
vasos sanguíneos. Este é um dos fatores que relaciona o colesterol
elevado no plasma com o aumento da incidência de doença cardíaca.
O aumento do colesterol no sangue que exceda às
necessidades do organismo, produz um processo degenerativo nas artérias
chamado de aterosclerose. Há uma deposição de colesterol na parede das
artérias formando placas que causam o enrijecimento e estreitamento com
eventual fechamento do vaso sanguineo, o que leva a um menor aporte de
sangue para as células, que acabam morrendo. Este efeito nos vasos
sanguíneos do coração e do cérebro provoca infarto e derrame (acidente
vascular cerebral – AVC).
Por que o LDL é chamado de colesterol "ruim"?
Como vimos, a LDL é a lipoproteína que carrega a
maior parte do colesterol do sangue (60 a 80%). O papel das LDL é
transportar o colesterol para os tecidos periféricos, onde irá exercer
as suas funções indispensáveis de participar da síntese de componentes
celulares e hormônios. Dessa forma as LDL distribuem o colesterol até as
células, inclusive as células que formam a parede das artérias. Uma
determinada quantidade de LDL-colesterol é fundamental para o bom
funcionamento do organismo. O LDL-colesterol passa a ser prejudicial
quando suas quantidades superam as necessidades do organismo. As LDL têm
alta afinidade pelas células da parede das artérias, onde o excesso de
LDL-colesterol sofrerá um processo químico chamado de oxidação: as LDL
oxidadas são absorvidas por um tipo celular (macrófagos) que
convertem-se em células espumosas e se depositam na parede das artérias,
provocando lesões e estreitamentos, tendo como consequência a obstrução
do fluxo de sangue.
Por que o HDL é chamado de colesterol "bom"?
As lipoproteínas HDL têm como principal função
coletar o excesso de colesterol das células a levá-lo ao fígado, onde
será metabolizado e excretado na bile sob a forma de sais biliares. Este
processo é chamado de transporte reverso de colesterol e impede os
danos que o excesso de lipídeos produz nas células, principalmente nas
células dos vasos sanguíneos, onde o colesterol é retirado da parede das
artérias pelas HDL. O resultado deste processo é uma redução da
formação de placas ateroscleróticas. Numerosos estudos mostram que altos
níveis de HDL são associados a uma menor incidência de doenças
cardiovasculares.
O que é hiperlipidemia e dislipidemia e quais os níveis recomendados de Colesterol total, LDL e HDL?
Hiperlipidemia e dislipidemia são termos usados
para caracterizar o aumento dos lipídeos no sangue (lembramos que eles
estão sob a forma de lipoproteínas). Os níveis de lipídeos no sangue
variam entre membros de diferentes populações, influenciados por fatores
genéticos e da dieta/estilo de vida. O termo dislipidemia pode ser
aplicado de forma mais específica para pacientes que apresentem
alterações de HDL, LDL e triglicerídeos, porém possuam níveis de
colesterol total normal.
|
CLASSIFICAÇÃO
DOS NÍVEIS DE LIPÍDIOS NO SANGUE
|
|
|
|
|
|
Nível
|
Classificação
|
|
Colesterol
Total
|
|
|
Menor
que 200 mg/dL
|
Desejável
|
|
200
– 239 mg/dL
|
Limítrofe
alto
|
|
Maior
ou igual que 240 mg/dL
|
Alto
|
|
HDL
|
|
|
Menor que 40
mg/dL
|
Baixo
(considera-se 50 mg/dL para mulheres)
|
|
Maior que 60
mg/dL
|
Alto
|
|
LDL
|
|
|
Menor
que 100 mg/dL
|
Ótimo
|
|
100
– 129 mg/dL
|
Próximo
do Ótimo
|
|
130
– 159 mg/dL
|
Limítrofe
Alto
|
|
160
– 189 mg/dL
|
Alto
|
|
Maior
que 190 mg/dL
|
Muito
Alto
|
|
TRIGLICERÍDIOS
|
|
|
Menor
que 150 mg/dL
|
Normal
|
|
150
-199 mg/dL
|
Limítrofe
Alto
|
|
200
499 mg/dL
|
Alto
|
|
Acima
de 500 mg/dL
|
Muito
Alto
|
Estes limites são arbitrários e servem como
diretrizes gerais para populações. De fato, o risco para eventos
cardiovasculares aumenta, continuamente, a partir de valores de
colesterol total de150 mg/dL (que está dentro da faixa do desejável).
Nos Estados Unidos 20 em cada 100 pessoas com colesterol em níveis
desejáveis (150 a 200 mg/dL) apresentam eventos cardíacos.
Frequentemente, estes pacientes apresentam HDL baixo e triglicerídeos
altos.
Por que eu como pouca gordura e, mesmo assim, engordo?
Os ácidos graxos saturados e insaturados são
formados rapidamente e em quantidades abundantes a partir de um composto
chamado de acetil coenzima A (acetil-CoA). Qualquer substância capaz de
produzir acetil-CoA é uma fonte potencial de átomos de carbono para a
síntese de ácidos graxos. A glicose da dieta é uma fonte de acetil-Coa.
Uma dieta equilibrada supre as necessidades fisiológicas de gorduras. No
entanto, a ingestão de uma dieta com muito carboidrato irá estimular a
síntese de ácidos graxos que irão ser estocados no tecido adiposo.
Por isso, podemos acumular gordura com uma
dieta sem gordura, porém rica em carboidratos. Uma das principais
funções da alimentação é fornecer energia para o funcionamento das
células. Como vimos, esta energia está contida na ligação química dos
compostos alimentares (proteínas, carboidratos e lipídeos) em diferentes
densidades. O glicerol e os ácidos graxos provenientes das gorduras da
dieta que não são imediatamente utilizados para produzir energia, eles
são armazenados como triglicerídeos no tecido adiposo. Como os
triglicerídeos podem ser formados a partir da acetil-CoA e a glicose da
dieta é uma fonte de acetil-CoA - portanto facilmente convertida em
gordura - o excesso de carboidrato que não é utilizado é armazenado sob a
forma de gordura.
O tecido adiposo armazena energia sob a forma
de gordura (a energia está contida nas ligações químicas da molécula do
triglicerídeo) sendo a fonte de energia mais concentrada do organismo.
Por conter pouca água, a gordura possui uma densidade energética maior. A
gordura armazena 9 calorias de energia por grama (que é liberada quando
ocorre sua metabolização), enquanto os carboidratos e proteínas
armazenam 4 calorias por grama.
Quando ingerimos carboidratos e gorduras em
quantidades maiores do que as necessárias, para fazer frente a nossa
necessidade de energia, esse excesso de energia será armazenado sob a
forma de gordura, aumentado o tecido adiposo. Como 1 grama de gordura
armazena 9 calorias, se a pessoa quiser diminuir 1 quilo (1000g) do seu
tecido adiposo, ela deve “gastar” 9000 calorias que estão armazenadas.
Um programa de redução de peso deve, primeiramente, avaliar qual é o
gasto energético basal da pessoa, que é o quanto a pessoa precisa de
energia no seu dia-a-dia normal (um adulto sedentário utiliza em torno
de 2500 calorias por dia). Ao ingerir menos do que esta necessidade,
digamos 1500 calorias por dia, o organismo vai buscar no “estoque” do
tecido adiposo as 1000 calorias que estão faltando para fazer frente ao
metabolismo basal. Com esta restrição calórica imposta pela dieta, em 9
dias o indivíduo irá consumir 9000 calorias do estoque, o que
corresponde a 1 quilo de tecido adiposo. A perda de peso será mais
rápida se o gasto calórico basal for aumentado com um programa de
atividade física.
Toda a gordura faz mal? E o ômega-3, o óleo de oliva, as gorduras trans?
Os efeitos dos diferentes tipos de gordura tem
sido muito estudado nos últimos tempos. As recomendações atuais são de
reduzir a ingestão de gordura, principalmente das gorduras saturadas,
pois elas têm maior propensão de elevar o colesterol. A ingestão de
alimentos com grande quantidade de colesterol irá aumentar o colesterol
sanguíneo. Por outro lado, gorduras poli-insaturadas (PUFA, iniciais do
inglês polyunsaturaded fatty acids), encontradas em óleos vegetais, têm
menos efeitos danosos sobre os níveis de colesterol. Apesar disso,
devido ao fato de se desconhecer o efeito a longo prazo do consumo de
grandes quantidades desta gordura, recomenda-se que a ingestão deste
tipo de gordura não ultrapasse 10% da ingestão calórica total. As
gorduras poli-insaturadas (líquidas à temperatura ambiente), tê m sido
modificadas pela hidrogenação, o que modifica algumas ligas duplas dos
ácidos graxos insaturados para uma configuração química chamada de
trans. Esta gordura tem sido muito utilizada pela industria alimentícea.
O problema é que estes ácidos graxos trans exercem os mesmos efeitos
negativos das gorduras saturadas de aumentar o LDL (colestero “ruim”),
porém, com a agravante de piorar o HDL (colesterol “bom”).
Óleos de peixe são ricos em um tipo particular
de ácidos graxos poli-insaturados, o eicosapentaenóico (EPA) e
docasa-hexaenóico (DHA), que devido à posição da dupla ligação são
chamados de ômega-3. Esses compostos não são sintetizados pelo
organismo, portanto devem ser ingeridos na dieta para obter-se os seus
benefícios. As populações que consomem maiores quantidades de óleos de
peixes apresentam menor incidência de doenças cardio-vasculares. Este
efeito é devido à suas ações em reduzir o LDL e o colesterol total e
aumentar o HDL. Tendo por base os resultados de estudos de prevenção, a
recomendação é que uma pessoa que não possua doença cardíaca consuma
duas refeições de peixe semanalmente.
Ácidos graxos mono-insaturados encontrados em
altas quantidades nos óleos de oliva e canola causam menos danos à saude
e quando substituem as gorduras saturadas eles diminuem o colesterol
total sem diminuir o colesterol "bom" (HDL). Existem evidências que o
consumo do ácido graxo que é abundante no óleo de canola, reduz a
mortalidade por doença cardiovascular. Recomenda-se que este óleo seja
usado para o cozimento dos alimentos, quando necessário, em substituição
à margarina, manteiga e outros óleos (exceto oliva).
Outros componentes da dieta podem influenciar
positivamente as gorduras do sangue. As fibras solúveis como psyllium e
aveia, ligam-se aos ácidos biliares no intestino e produzem um aumento
da excreção do colesterol, o que leva a uma pequena redução das
concentrações do colesterol "ruim" (LDL). Além desses alimentos, o alho e
as nozes produzem uma modesta redução nos níveis de colesterol total.
A combinação destas abordagens nutricionais,
associada à restrição de alimentos ricos em gorduras saturadas e
colesterol, pode reduzir o colesterol "ruim" (LDL) em até 30%.
Leia Mais: ENTENDENDO MELHOR AS GORDURAS: BENEFÍCIOS E DANOS À SAÚDE - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?803#ixzz2UYD6FC79
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