terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tremores nas mãos nem sempre indicam doença da Parkinson

Condição chamada tremor essencial também tem esse sintoma e tratamento

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, estima-se cerca de 200 mil portadores, um número que provavelmente dobrará de tamanho nas próximas décadas, especialmente com o envelhecimento da nossa população. Logo, reconhecer os principais sintomas da doença de Parkinson é importante, uma vez que seu manejo requer conhecimento específico. Estamos "envelhecendo", ou seja, a expectativa de vida da população está aumentando, e a preocupação com doenças neurodegenerativas será cada vez mais inevitável. Neste contexto, lembrar de doença de Parkinson quando existe um tremor sem dúvidas é importante, mas existem outras nuances que não podemos esquecer: os casos de tremor que não são Parkinson e os parkinsonianos que não têm tremor.
Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor
Existem dois mitos que sempre discutimos com os pacientes e seus familiares: Primeiro, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson" e, segundo, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor". Os dois pontos acima mencionados parecem semelhantes ou podem levar a um certo grau de estranheza, mas explico.
Em relação ao tremor de uma maneira geral, é preciso deixar claro que a principal causa deste movimento involuntário não é a doença de Parkinson, mas sim uma outra condição, aliás, bem mais comum, que é o tremor essencial. Este é um tremor normalmente de ambas as mãos, que pode ser observado principalmente durante algum movimento, como segurar uma xícara de café, e pode ocorrer em outros membros da família. Mais importante ainda, o tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson são absolutamente opostos. Assim, "nem todo tremor é necessariamente doença de Parkinson".
A outra questão, mais complexa e delicada, diz respeito a um viés de observação muito comum. Trata-se de imaginar que todo paciente com doença de Parkinson necessariamente tem ou terá tremores. Isto não é verdade. Existem inúmeros pacientes com Parkinson que não têm ou nunca terão um único tremor. Isto é possível porque existem outros três sinais motores para se suspeitar de Parkinson. São eles: a lentidão dos movimentos (bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes (instabilidade postural). De modo que chegamos a nossa segunda afirmação sobre o tremor e a doença de Parkinson, ou seja, "nem todo paciente com doença de Parkinson tem tremor".
Sendo assim, é importante ficar atento aos outros sintomas que indicam Parkinson, principalmente nos idosos, caso apareça algum tipo de tremor é importante visitar o médico, a fim de que ele possa identificar com mais precisão qual é o real problema do paciente.

O que é a Fertilização In Vitro

A técnica consiste na coleta dos gametas para que a fecundação seja feita em laboratório e depois na transferência desses embriões de volta para o útero materno. O método foi usado pela primeira vez na Inglaterra em 1978 e foi trazido ao Brasil em 1983. Nessa época ele era conhecido como bebê de proveta.

Outros nomes

Bebê de proveta                                                                           

Como é feita a Fertilização In Vitro

O primeiro passo é fazer a coleta dos gametas. Os espermatozoides são obtidos por meio de masturbação. Alguns homens não apresentam gametas no sêmen, e nesses casos é preciso fazer uma punção ou biopsia para retirá-los diretamente dos testículos. Nas mulheres é feita uma indução de ovulação com os mesmos medicamentos usados no coito programado. Eles podem ser usados por via oral (citrato de clomifeno) ou por injeções subcutâneas (gonadotrofinas) e normalmente são estimulados até 12 folículos para uma produção maior de óvulos para coleta. Mas em casos em que não há mais produção de gametas, como mulheres na menopausa e alguns homens que não sintetizam espermatozoides, é indicado o uso de gametas doados.

Depois de coletados, é feita uma seleção dos espermatozoides e depois eles e um óvulo são colocados em uma cultura. São usados cerca de 100 a 200 mil gametas masculinos para cada feminino, um deles irá chegar até o óvulo e o embrião depois será formado. O processo é idêntico ao ocorrido dentro do útero, com a diferença que ocorre em laboratório, portanto não há riscos de malformação maiores do que numa fecundação natural. Existe um risco de que a fecundação não ocorra, mas é algo muito raro. Tudo depende da qualidade do material utilizado.

Quando o embrião já está pronto ele é colocado no útero da mulher. A quantidade de embriões depende da idade da mulher: 2 para mulheres com menos de 35 anos, 3 para quem tem até 40 anos e 4 depois dessa idade. O processo é semelhante ao exame Papanicolau, é usado um bico de pato e depois um cateter bem fino é inserido na vagina da mulher. Um ultrassom orienta o médico sobre o local onde deve ser colocado o embrião, normalmente a 1 centímetro do fundo do útero. A sensação pode criar um ligeiro desconforto. Por fim, após 12 ou 14 dias, é feito o exame para detectar se houve sucesso no método. 

Duração do tratamento

Contando com a estimulação, a fecundação in vitro, a reimplantação dos gametas e o exame que detectará o sucesso ou não do procedimento, a Fertilização in Vitro costuma durar em torno de 25 dias. 

Para quem a Fertilização In Vitro é indicada

Normalmente a técnica é utilizada para casais em que a mulher tenha problemas nas trompas ou endometriose, o que pode dificultar a chegada dos espermatozoides até o óvulo. Também pode ser feita em casos de problemas na produção de gametas no homem.

Outra situação em que o tratamento é indicado ocorre quando é preciso que seja feita a doação de óvulos, no caso de mulheres que não o produzem mais ou em casos de casais homossexuais masculinos. 

Preparação da Fertilização In Vitro

Toda mulher que deseja engravidar precisa de cuidados importantes para a saúde, como ter uma alimentação adequada, praticar atividades físicas, reduzir a ingestão de álcool, não fumar e fazer a suplementação de ácido fólico. Também é válido procurar verificar se há alguma doença que possa prejudicar a gravidez, como hipertensão ou diabetes. 

O que esperar da Fertilização In Vitro

Normalmente as chances de sucesso estão ligadas à idade do óvulo, já que eles existem na mulher desde a infância e também passam pelo processo de envelhecimento celular. Mulheres com menos de 35 anos tem 60% de chances. Entre 35 e 38 anos, as chances caem para 40%, e continuam a baixar para 30% até os 40 anos, passando para 8% depois. 

Riscos da Fertilização In Vitro

Como o embrião é fecundado fora do útero e depois transferido de volta, existe uma pequena chance de que ele se desenvolva fora do útero, a chamada gravidez ectópica, que pode colocar a vida da mulher em risco. Para reduzir as chances desse tipo de gestação, o embrião normalmente é colocado a 1 centímetro do fundo do útero.

Como mais de um embrião é transferido, há um risco de gravidez gemelar que varia de 25 a 30% em mulheres abaixo de 35 anos. Esse tipo de gestação é considerada de risco pois normalmente acarreta em parto prematuro, perigosos para a mãe e para o feto.

Por haver estimulação dos ovários, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO). Nela há uma maior produção do hormônio estradiol, que pode acarretar em trombose depois que a mulher engravida e aumentar o inchaço do corpo. 

Contraindicações da Fertilização In Vitro

O uso dos medicamentos para indução de ovulação é contraindicado para mulheres com em carcinoma ovariano, uterino ou mamário e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária. 

Onde encontrar o tratamento

Por ser um tratamento que envolve uma equipe multidisciplinar com ginecologista, urologista e embriologistas, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pela técnica e pesquisar sobre os locais de sua escolha.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O desenvolvimento do ser humano, desde a sua concepção até o nascimento, é repleto de transformações  que vão desde a fecundação,com a formação do embrião, ao do feto. Conhecer e aprender um pouco dessas transformações que acontecem no  ventre de nossas mães é importante para vermos quão fantástico é o corpo humano em seu interior.
Ao passo que conhecemos o que acontece com o nosso corpo,fica mais fácil lhe dar com as transformações que nele acontece, acompanhá-las, compreendê-las ou até mesmo evitá-las, como no caso de uma gravidez indesejada.




Anexos embrionários: Adaptação ao Meio Terrestre

Anexos embrionários são estruturas que derivam dos folhetos germinativos do embrião mas que não fazem parte do corpo desse embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelina (saco vitelínico), âmnio (ou bolsa amniótica), cório e alantóide.
 
Vesícula vitelina
Durante a evolução do grupo dos animais, os primeiros vertebrados que surgiram foram os peixes, grupo que possui como único anexo embrionário a vesícula vitelina.
Diferenciando-se a mesoderme e o tubo neural, parte dos folhetos germinativos desenvolvem-se formando uma membrana que envolve toda a gema, constituindo (membrana + gema) o saco vitelínico um anexo embrionário, que permanece ligado ao intestino do embrião. À medida que este se desenvolve, há o consumo do vitelo e, consequentemente, o saco vitelínico vai se reduzindo até desaparecer. É bem desenvolvida não somente em peixes, mas também em répteis e aves. Os mamíferos possuem vesícula vitelina reduzida, pois nesses animais como regra geral, os ovos são pobres em vitelo. A vesícula vitelina não tem, portanto, significado no processo de nutrição da maioria dos mamíferos.

Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em vitelo, falta a vesícula vitelina típica. Nesses animais o vitelo encontra-se dentro de células grandes (macrômeros) não envoltas por membrana vitelina própria.
 
Âmnio e cório
O âmnio é uma membrana que envolve completamente o embrião, delimitando uma cavidade denominada cavidade amniótica. Essa cavidade contém o líquido amniótico, cujas funções são proteger o embrião contra choques mecânicos e dessecação. Ao final do desenvolvimento de répteis e aves, todo o líquido da cavidade amniótica foi absorvido pelo animal.
O cório ou serosa é uma membrana que envolve o embrião e todos os demais anexos embrionários. É o anexo embrionário mais externo ao corpo do embrião. Nos ovos de répteis e nos de aves, por exemplo, essa membrana fica sob a casca. Nesses animais, o cório, juntamente com o alantóide, participa dos processos de trocas gasosas entre o embrião e o meio externo.


Alantóide
A alantóide é um anexo que deriva da porção posterior do intestino do embrião. A função da alantóide nos répteis e nas aves é: transferir para o embrião as proteínas presentes na clara, transferir parte dos sais de cálcio, presentes na casca, para o embrião, que utilizará esses sais na formação de seu esqueleto, participar das trocas gasosas, o O2 passa da câmera de ar para o alantóide e deste para o embrião, enquanto o CO2 produzido percorre o caminho inverso, e armazenar excreta nitrogenada. A excreta nitrogenada eliminada por embriões desses animais é o ácido úrico, insolúvel em água e atóxico, podendo ser armazenado no interior do ovo sem contaminar o embrião.


OVOGÊNESE

Esquema do Ovário
 A ovogênese é a sequência de eventos pelos quais as ovogônias são transformadas em ovócitos maduros. Este processo de maturação inicia-se antes do nascimento e é completado depois da puberdade, continuando-se até a menopausa." Embriologia clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.

ESPERMATOGÊNESE

Esquema do Testículo
"A espermatogênese é a sequência de eventos pelos quais as espermatogônias são transformadas em espermatozoídes maduros. Este processo de maturação inicia-se na puberdade (13 a 16 anos) e continua até a velhice." Embriologia Clínica, Moore, Persaud 7ª Edição.