Fertilização in vitro – Bebê de Proveta – ICSI
Bebê de Proveta (Alta Complexidade)
Consiste na mais sofisticada e avançada
de todas as técnicas de fertilização assistida. Sugestão: Para se
realizar essa técnica (ou programa), a mulher recebe alguns hormônios,
da mesma forma que nas técnicas anteriores. Esses óvulos (ou ovocitos)
crescem de pequenos cistos com líqüido, que são chamados FOLÍCULOS. São
aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com
espermatozóides permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. São
desenvolvidos inicialmente em laboratório retornando, a seguir, ao útero
para finalizar o crescimento do futuro bebê.
INDICAÇÃO
. Mulheres com alterações peritoneais (Aderências em excesso);
. Obstrução nas trompas de Falópio;
. Infertilidade sem causa aparente (I.S.C.A.), Infertilidade Inexplicável;
. Fatores Imunológicos;
. Endometriose;
. Falha de tratamentos menos completos.
TÉCNICA
A técnica é relativamente simples e sua execução pode ser dividida em 6 fases:
FIV 1ª FASE – BLOQUEIO DOS HORMÔNIOS DO ORGANISMO
Consiste no bloqueio inicial do funcionamento dos ovários com
medicação adequada. Esta medicação é chamada de Agonista GnRH. Com essa
técnica, garantimos com maior precisão o acompanhamento do
desenvolvimento folicular (óvulos) bem como o dia da captação dos
mesmos. Após essa fase inicial de bloqueio, são realizadas dosagens
hormonais e exames ultra-sonográficos que comprovam o estado de
“repouso” do sistema reprodutor. Este bloqueio pode também ser realizado
numa fase mais tardia, ao redor do 7º/ 8º dia do ciclo, após já ter
sido iniciada a estimulação dos ovários. Esta medicação é chamada de
Antagonista GnRH. A decisão pelo bloqueio precoce ou tardio vai depender
de cada caso.
FIV 2ª FASE – ESTÍMULO DO CRESCIMENTO DOS ÓVULOS
Após o Bloqueio, passamos, a seguir, à Fase de Estimulação
propriamente dita, quando medicamentos injetáveis são administrados,
geralmente pela manhã. As dosagens são reguladas de acordo com as
necessidades e pelo exames realizados sistematicamente durante esta fase
(hormônios e ultra-som).
Num momento adequado, é administrado um medicamento específico para
ocorrer a ovulação e realizamos a ASPIRAÇÃO DOS ÓVULOS ao redor de 35
horas após. As doses e os horários das medicações têm influência direta
no horário da captação dos óvulos. Os efeitos colaterais mais comuns
desses medicamentos são dores de cabeça, perda de apetite, dor abdominal
e dor no local das injeções. Nesse último caso, a massagem e o calor
local (compressas) podem aliviar esses sintomas.
FIV 3ª FASE – ASPIRAÇÃO E RECUPERAÇÃO DOS ÓVULOS
A paciente deverá comparecer ao Laboratório Especializado
aproximadamente 34 horas após a administração do último medicamento
(HCG)3. Em jejum, em horário pré-estabelecido e numa sala adequada, será
dada uma medicação para relaxar e dormir alguns minutos. Com auxílio do
ultra-som, uma agulha especial e um aparato para sucção, os óvulos são
colhidos e encaminhados para análise. Em +/- 60 minutos num quarto em
repouso, a paciente será liberada, podendo executar atividades normais
no mesmo dia, mas que não exijam destreza ou concentração (24 horas).AMOSTRA SEMINAL: Serão colhidas no dia da aspiração. Após a
preparação adequada, a amostra será examinada e encaminhada para o
processo de fertilização.
FIV 4ª FASE – FERTILIZAÇÃO DOS ÓVULOS PELO ESPERMATOZÓIDE
4ª Fase – Fertilização dos óvulos no laboratório, após a ASPIRAÇÃO,
os óvulos são separados, cultivados e classificados quanto à sua
maturidade. Posteriormente, a fertilização poderá ocorrer de três
maneiras
1)
FIV clássica:
Os óvulos são colocados em uma incubadora no laboratório, junto dos
espermatozóides, em condições ambientais semelhantes às encontradas na
trompa uterina – local onde normalmente ocorre a fecundação.
2)
ICSI
Quando a quantidade de espermatozóides for pequena, os óvulos
fertilizados através da micromanipulação dos gametas injetando-se um
espermatozóide em cada óvulo – Injeção Intracitoplasmática de
Espermatozóide.
3)
ICSI Magnificado, Super-ICSI ou IMSI (Intracytoplasmic Morfologically Select Sperm Injection).
É uma técnica que identifica com precisão os espermatozóides com maior
capacidade de fertilização quando tiverem alterações no seu formato
(morfologia alterada), vacúolos motilidade e no DNA (fragmentações do
DNA). (
www.ipgo.com.br/super-ICSI)
Em qualquer uma destas técnicas, após 18 hs da coleta dos óvulos, é
confirmada a fertilização e, assim, passam a se chamar EMBRIÕES.
Clique aqui e veja os vídeos:
ICSI
IMSI
FIV 5ª FASE – TRANSFERÊNCIA DO(S) EMBRIÃO(ÕES) PARA O ÚTERO

A paciente deverá comparecer ao laboratório especializado no horário
pré-determinado e sem obrigatoriamente estar em jejum. Sem necessidade
de anestesia, é introduzido um pequeno cateter pela vagina em direção ao
colo do útero até atingir a cavidade uterina É um momento nobre e
delicado. A transferência de embriões deve ser da maneira menos
traumática possível. A passagem do cateter deve ser um movimento
delicado, pois as chances de gravidez têm muita ligação com este
momento. Trata-se de um procedimento simples, mas que exige
tranquilidade, um bom relaxamento da paciente e experiência do médico.
Após essa etapa, a paciente deverá ficar deitada na mesa ginecológica
por cerca de 20minutos, retornando posteriormente para casa com
atividades físicas limitadas e orientada com as devidas medicações.
Atualmente com a alta tecnologia dos laboratórios em identificar os
melhores embriões, o numero de embriões transferidos, raramente
ultrapassa a dois.
FIV 6ª FASE – SUPORTE HORMONAL
Após a transferência dos embriões, realizamos um controle rigoroso
das condições hormonais a fim de mantê-los em níveis satisfatórios para
um adequado desenvolvimento embrionário intra-uterino. Assim, ao redor
do 5º dia após a aspiração (ou coleta) dos óvulos é realizado um exame
de sangue para esta avaliação, o qual é repetido no 11º dia após a
transferência juntamente com o Teste de gravidez. Se houver necessidade,
são modificados ou acrescentados medicamentos hormonais para normalizar
eventuais deficiências.